quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Homem, a Besta e a Virtude

SUCESSO DE PÚBLICO E CRÍTICA, “O HOMEM, A BESTA E A VIRTUDE” – COMÉDIA DE PIRANDELLO QUE
DIVERTE TODA A FAMÍLIA – CHEGA NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA, A PARTIR DE 26 DE ABRIL, GRÁTIS

A atriz Débora Duboc, idealizadora do projeto, faz o mesmo papel vivido por Fernanda
Montenegro na única montagem anterior da peça no Brasil, em 1962, pelo Teatro dos Sete

Sucesso de público e crítica por palcos brasileiros, desde a estreia em novembro de 2007, a montagem “O Homem, A Besta e A Virtude” – comédia de Luigi Pirandello (1867–1936), com direção e encenação de Débora Duboc e Marcelo Lazzaratto – volta em cartaz em São Paulo, para curta temporada, desta vez no Memorial da América Latina. As sessões acontecem nos dias 26, 27, 28 e 30 de abril e 01 e 02 de maio, com entrada gratuita.

Com tradução do ator, diretor e dramaturgo Marcus Caruso, a comédia que faz rir e diverte toda a família, traz no elenco Débora Duboc, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio e Thiago Adorno.

Educação e Arte – Por conta do patrocínio da PIRELLI, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a essa curta temporada terá uma novidade: o programa Escola Em Cena, da FDE, que destina em algumas sessões ingressos grátis para professores e estudantes da rede pública. “Sou filha de uma educadora e queria muito apresentar este espetáculo para professores e alunos da rede pública. Sinto que a educação tem que estar apoiada na arte. É a arte que abre um ‘portal’, o universo pra gente. A educação sem a arte pode formar seres humanos tacanhos, pequenos’”, diz Débora Duboc.

Nesses cinco anos, “O Homem, A Besta e a Virtude” já passou por palcos do Rio de Janeiro, principais capitais brasileiras, além de cidades da Grande São Paulo e interior do estado, sempre com sessões lotadas.

Sinopse - “O Homem, A Besta E A Virtude” conta a história da Senhora Perella, mulher virtuosa de um capitão de navio (a Besta), que está sempre viajando e que, por isso, há muito o casal não tem relações ‘maritais’. Perella tem um caso com o professor (o Homem) do filho e na véspera de uma esporádica visita do Capitão, ela conta ao Professor que está grávida.

A partir daí, os dois amantes se desdobram em um plano maluco para fazer com que o Capitão tenha relação com a esposa e pense que o filho que ela espera é dele, pois em sua próxima visita a mulher já estará com a barriga muito grande. A tentativa de esconder o adultério e a gravidez gera uma espiral de cenas hilariantes, nas quais a hipocrisia da moral burguesa é desmascarada.

Montagem - São onze personagens em cena, três femininos interpretados por Débora Duboc e os masculinos divididos entre os atores. “Pirandello não tem pudor. Em O Homem, a Besta e a Virtude entramos num mundo completamente erudito e ao mesmo tempo popular”, diz Débora Duboc. “Os quatro atores representam diversos papéis e criam um divertido jogo cênico para o público. O mesmo intérprete da personagem que elabora o plano faz depois a personagem que sofre o plano”, detalha a atriz.

Marcos Caruso, tradutor da peça, analisa o enredo: “A hipocrisia e a educação são questões que pontuam o desenrolar da história. Esse texto prima pela comunicação ao trazer em sua estrutura uma forte presença e releitura da comédia Dell’ Arte. É popular e ao discutir o tema da hipocrisia, contemporâneo.”. Débora Duboc completa: “Queria um texto popular, queria uma comédia que fizesse rir e também pensar. Encontrei-me com esta obra única e passei imediatamente a conceber o espetáculo, buscando refletir sobre a questão pirandelliana da autenticidade”.
 
Os figurinos são compostos por sobreposições de peças que se transformam quando os atores, em cena, trocam de personagens. Na abertura do espetáculo, o elenco aparece usando máscaras criadas pelo diretor de arte da montagem Chico Spinosa, a partir de um estudo na obra de Picasso, em clara referência à frase de Pirandello, na qual o dramaturgo afirma que a vida é uma grande mascarada: “Todos nós, por alguma razão, mentimos, não por dever ou por profissão, sobre um palco, mas na vida”, dizia o dramaturgo. “No cenário, Chico Spinosa trouxe a própria questão da relatividade da verdade, com muita beleza e exuberância carnavalesca”, diz Débora. Spinosa tem em seu currículo vários títulos do Carnaval São Paulo, contribuindo na montagem com seu ‘olhar popular’.

A trilha sonora é assinada por Gustavo Kurlat e Ruben Feffer, dupla conhecida por suas músicas para cinema e teatro, e traz o chorinho genuinamente brasileiro, que se apresenta no espetáculo miscigenado ao tango e ao blues.

Virtude - Uma curiosidade é que peça só foi montada no Brasil anteriormente uma única vez, em 1962, pelo Teatro dos Sete, grupo formado por Fernanda Montenegro – que interpretava Virtude, mesmo papel de Débora Duboc – ítalo Rossi, Gianni Ratto e Sérgio Britto. “Quando estava gravando a novela “Passione”, na Rede Globo, fazia parte do núcleo da Fernanda Montenegro, com quem pude trocar muitas informações sobre a peça. Quem assistiu aquela montagem pode perceber que nossa concepção é bem diferente”, relembra Débora Duboc.

PERFIS
DÉBORA DUBOC
No teatro, foi uma das realizadoras do projeto estético do coletivo teatral Cia Razões Inversas, dirigida por Marcio Aurélio, com quem montou vários clássicos da dramaturgia ocidental, entre eles, “Ricardo II” de W. Shakespeare, “A Bilha Quebrada” de H. Kleist, “Arte da Comédia” de Edoardo de Fellipo e “Srta. Else” de Schnitzler. Por esse último espetáculo recebeu os prêmios Shell, APCA e APETESP de Melhor Atriz, em 1997.

Fez também “O Homem das Galachos”, em 1998, que o autor e diretor Vladimir Capella escreveu para atriz. Esse espetáculo lhe rendeu mais um prêmio APCA de Melhor Atriz. Protagonizou “A Cabeça”, de Alcides Nogueira e direção de Márcia Abujamra, “Liberdade, Liberdade” de Millôr Fernandes, dirigida por Cibele Forjaz e produzida por Paulo Goulart e Nicete Bruno, em homenagem aos 40 anos do texto, “As Três Irmãs” de Tchecov, dirigida por Enrique Dias. Em TV, fez “Passione” de Silvio de Abreu.

Montou em 2000 sua própria companhia, a Olhar Imaginário – Núcleo de Teatro, com a qual produziu as “Mostras de Dramaturgia Contemporânea” e o musical contemporâneo “Espírito da Terra”. Em 2002, juntamente com Renato Borghi, Luah Guimarãez e Élcio Nogueira Seixas, com os quais divide a idealização e curadoria, recebe os prêmios especiais da crítica Shell e APCA, pela realização da “Mostra Contemporânea de Dramaturgia”. Recentemente esteve em cartaz com “JT - Um Conto de Fadas Punk”, texto de Luciana Pessanha, com direção de Paulo José.

Em cinema, atuou em curtas e nos longas metragens “Através da Janela” de Tata Amaral, “Memórias Póstumas” de André Klotzel, “Tapete Vermelho” e “As 12 Estrelas” de Luiz Alberto Pereira e “Filmefobia” de Kiko Goifman. Protagonizou os filmes “Latitude Zero” (Melhor Atriz nos Festivais internacionais de cinema 5º Brazilian Film Festival of Miami e 36° Festival Internacional De Kiev), “Cabra Cega” (Melhor atriz nos festivais 2º Prêmio Fiesp/Sesi-SP do Cinema Paulista e 1º Prêmio Contigo Pantene do Cinema Brasileiro)
e “Estamos Juntos” de Toni Venturi.

MARCELO LAZZARATTO
É um novo talento da direção da cena do teatro paulista. Aplaudido pela crítica vem conquistando espaço pela seriedade e beleza de suas montagens. Formado pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA – USP é Mestre em Artes Cênicas pela UNICAMP onde desenvolve nesse momento seu Doutorado. É professor de Interpretação Teatral no Teatro Escola Célia Helena e no Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP.

Em 2000 criou a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na qual exerce a função de diretor artístico, tendo realizado, entre outros, os espetáculos: A Ilha Desconhecida, adaptação da obra de José Saramago, Loucura, compilação de textos a respeito do tema e A hora em que não sabíamos nada uns dos outros, de Peter Handke e do espetáculo processual Amor de Improviso, Peça de Elevador, de Cássio Pires e Ponto Zero, a partir da obra de Salinger, Kerouac e Godard.

Também como diretor encenou, entre outras, Terror e Miséria no 3º Reich, de Bertolt Brecht, Mal Necessário, de Cássio Pires, que participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do SESI-SP; O Círculo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht; Enamorados, adaptação de “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes; A Peça Didática de Baden Baden sobre o Acordo, de Bertolt Brecht; Noite de Reis de William Shakespeare; Sobretudo Beckett, reunião de 7 peças curtas de Samuel Beckett; O Jardim das Cerejeiras , de Tchecov; Comédia da Vaidade, de Elias Canetti; O Sonho, de August Strindberg; As Feiticeiras de Salém, de Arthur Miller; Intersecções: Peças Curtas de Harold Pinter; A Morta, de Oswald de Andrade, A Entrevista, de Samir Yazbek indicada ao Prêmio Shell 2005, Pai, de Cristina Mutarelli e Esperando Godot, de Samuel Beckett.

LUIGI PIRANDELLO (1867–1936)
Luigi Pirandello foi um grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e originalidade. Estudou filologia na Universidade de Roma e doutorou-se na Universidade de Bonn, Alemanha, país onde também estudou filosofia. Em 1894 Pirandello radicou-se em Roma, onde dava aulas de italiano. Dedicado à literatura, de início escolheu a poesia, mas logo optou pela narrativa e pelo romance realista. Escreveu os romances "O Falecido Mattia Pascal" e "Um, Nenhum e Cem Mil", além dos contos "Novelas para Um Ano".

Foi com o teatro, entretanto, que Pirandello tornou-se célebre. Após o êxito com "Assim É, Se Lhe Parece" (1917), foi consagrado com "Esta Noite Se Representa de Improviso", "Cada Um a Seu Modo" e "Seis Personagens à Procura de Um Autor", três peças que deram origem ao chamado "metateatro" ou "teatro dentro do teatro". Inovador do drama moderno, o autor adotou como temas centrais a volubilidade humana e as coincidências entre a vida e a ficção.

Pirandello ganhou o Prêmio Nobel de literatura de 1934. O dramaturgo morreu em Roma, em 10 de dezembro de 1936. Sua obra é farta e diversificada: são mais de 300 novelas, fato que é às vezes esquecido, em geral, graças a seu prestígio como dramaturgo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Luigi Pirandello
Direção e Encenação: Marcello Lazzaratto e Débora Duboc
Elenco: Débora Duboc, Gabriel Miziara, Fernando Fecchio e Thiago
Tradução: Marcos Caruso
Direção de Arte: Chico Spinosa
Música Original: Gustavo Kurlat e Ruben Feffer
Patrocínio principal: Pirelli
Produção: Toni Venturi e Débora Duboc / Olhar Imaginário – Núcleo Teatro
Produtora Associada: Palipalan Arte e Cultura
Apoio Institucional: ProAC – Lei de Incentivo à Cultura

SERVIÇO
ESPETÁCULO aL
Dias: 26/04 (20h30), 27/04 (20h30), 28/04 (19h), 30/04 (20h30), 01/05 (17h) e 02/05 (20h30)
Local: Memorial da América Latina - Auditório
Capacidade: 876 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Ingressos: Grátis – retirada na bilheteria com 2 horas de antecedência
Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664
Telefone para informações: (11) 3823-4600
 Fernando Feccio, Debora Duboc, Gabriel Miziara, Thiago Adorno
 Gabriel Miziara, De¦übora Duboc, Thiago Adorno- Credito Joao Caldas

MÚSICA DE CÂMARA TEMPORADA 2013 O JOVEM FENÔMENO FEDERICO COLLI ABRE A TEMPORADA EM RECITAL COM OBRAS DE MOZART, SCHUBERT E RAVEL

Um recital do pianista italiano Federico Colli, vencedor em 2012 do celebrado Concurso Internacional de Piano de Leeds, marca a abertura da série “Música de
Câmara Temporada 2013", da Cultura Artística. O evento acontece no próximo dia 30 de abril, terça-feira, às 21 horas, no Teatro Cultura Artística Itaim
.



 O italiano Federico Colli foi o grande vencedor em setembro de 2012 do Concurso Internacional de Piano de Leeds, conquistando o primeiro prêmio e a medalha de ouro.
        O concurso acontece na cidade inglesa de Leeds, a terceira maior do Reino Unido. Trianual, foi realizado pela primeira vez em 1963 e ganhou tal prestígio que garante a seu ganhador popularidade imediata. Pode-se dizer que vencer Leeds é “meio caminho andado” para uma grande carreira internacional. Basta mencionar que na relação de vencedores – Colli é o 17º – há nomes consagrados como Radu Lupu, Murray Perahia, Michel Dalberto e Alessio Bax (este, aliás, estará no Brasil para a Temporada Internacional da Cultura Artística, tocando com o violinista Joshua Bell).
        Mais do que isso, é voz corrente no mundo musical que "em Leeds não há perdedores". No concurso de 1975, por exemplo, vencido pelo russo Dimitri Alexeev, ficaram em 2º e 3º os hoje celebrados Mitsuko Uchida e András Schiff!
        O fato é que, como que num passe de mágica, Federico Colli tornou-se uma das maiores promessas da música de concerto no mundo. Leeds, porém, foi apenas mais um degrau de uma carreira que há muito se desenha brilhante. Federico Colli já figurava como uma das maiores promessas da música de concerto no mundo. Em 2011 ele vencera o Concurso Internacional Mozart, em Salzburgo, e em 2008 o Concurso Internacional Cantù.



Um pianista soberbo, totalmente surpreendente. Colli mostrou frescor, reinventou completamente o Imperador [o Concerto Nº 5 Op. 73 de Beethoven].
Palavras da pianista Kathryn Stott ao ouvir Federico Colli na final do concurso de Leeds

Programa desafiador O programa que Federico Colli apresentará no dia 30 é desafiador, tem três expressivas peças do repertório pianístico: as “Variações sobre ‘Salve Tu Domine’” de Mozart, “Quatro Improvisos” de Schubert e a suíte “Gaspard de La Nuit” de Ravel.
        O recital, que marca na abertura da série de “Música de Câmara Temporada 2013" da Cultura Artística, tem apoio do Istituto Italiano di Cultura São Paulo.


Breves informações sobre as obras
  • Mozart, Seis variações em fá maior sobre “Salve tu, Domine” KV 398
    • Esta pequena e deliciosa peça escrita em 1783 – a partir de uma das árias do primeiro ato da ópera "I filosofi immaginari", de Giovanni Paisiello – tem como atrativo permitir a  entrada no mundo de Mozart como um grande pianista improvisador.
  • Schubert, Quatro improvisos D.935
    • Schubert escreveu seus oito Improvisos para piano em 1827 e, a partir deles, muitos o saudaram como o “inventor do improviso” e como o compositor que “libertou a música” para piano da forma sonata. Neste programa estão quatro desses “impromptus”, escritos em dezembro de 1827, menos de um ano antes de sua morte, e só publicados em 1839. Embora sejam peças melódicas, atraentes e, em tese, destinadas a músicos amadores, nas mãos de pianistas virtuosos soam como “grande música”, marcada por uma atmosfera suave e escura, com alternância de momentos lentos e melancólicos e momentos de grande animação e energia.
  • Ravel, Gaspard de la nuit
    • Mesmo não sendo um virtuoso do teclado, foi grande a contribuição de Maurice Ravel para a literatura pianística. A suíte Gaspard de la nuit, de 1908, é certamente uma de suas mais exigentes e revolucionárias obras para piano. O título faz menção à inspiração do compositor, o livro ‘Gaspard de la nuit’ de Aloysius Bertrand. A publicação reúne textos em prosa, poemas e desenhos relacionados a fantasias de diabinhos, demônios, ninfas e a mortes e pesadelos. A obra musical de Ravel oferece uma extraordinária mistura de exigências técnicas e pura evocação poética. O compositor selecionou três das fantasias do livro como padrões para o tratamento musical, tendo dedicado cada um dos três “movimentos” da suíte a um pianista diferente. “Ondine” foi dedicado a Harold Bauer, “Le Gibet” a Jean Marnold e “Scarbo” a Rudolph Ganz. É uma das raras obras que Ravel não reescreveu orquestralmente, por considerá-la intrinsecamente pianística.

Ainda sobre Federico Colli Nascido na cidade italiana de Brescia em agosto de 1988, Federico Colli diplomou-se em piano com Sergio Marengoni no conservatório G. Verdi de Milão. Obteve depois diploma da escola de Música V. Gambara de Brescia e fez mestrado em música de câmara com Konstantin Bogino. Completou seus estudos com Boris Petrushansky na Academia Internacional de Imola e com Pavel Gililovno no Mozarteum de Salzburgo.
        Colli já se apresentou em salas de prestígio como Teatro Grande de Brescia, Politeama de Palermo, Comunale de Bologna, Teatro Filarmonico de Verona, Auditorium Conciliazione de Roma, Sala Verdi de Milão, Arena Kursaal de Berna, Konserthuset de Estocolmo, Sala Cortot de Paris, Nikkei Hall e Musashino Cultural Hall de Tóquio e Musikverein de Viena.
        No final de 2011 fez uma turnê com a Klassische Philharmonie Bonn sob regência de Heribert Beissel, apresentando se em Berlim (Konzerthauss), Stuttgart (Beethovensalle), Bonn (Beethovensalle), Mônaco (Herkulessaal) e Hamburgo (Laeiszhalle). Realizou concertos com a Sinfônica de Roma, a Sinfônica Siciliana, a Orquestra de Bérgamo e o Orquestra Arena de Verona, sob direção dos maestros Luc Baghdassarian, Nicola Paszkovski, Pier Carlo Orizio e Francesco Lanzilotta. Nos concursos de Leeds, Mozart e Cantù ele foi solista, respectivamente, com a Hallé Orchestra regida por Sir Mark Elder, com a Camerata Salzburg regida por Dennis Russell Davies e com a Filarmônica de Bacau regida por Ovidiu Balan.
        Sua ainda incipiente carreira discográfica tem já um álbum em duo com o violoncelista Alberto Casadei, com obras de Schumann, Brahms e Debussy; um CD solo com obras de Mozart, Beethoven e Ravel (produzido pelo Tomstudio Universitat Mozarteum); e um CD ao vivo com o Concerto nº 5 de Beethoven, gravado na Beethovensaal de Bonn.

S E R V I Ç O

Cultura Artística
 Música de Câmara Temporada 2013


FEDERICO COLLI
piano



30 de abril, 21 horas


PROGRAMA
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Seis variações em Fá Maior sobre “Salve tu, Domine” KV 398

Franz Schubert (1797-1828)
Quatro improvisos D.935 (Op. posth. 142)
1. Improviso em fá menor
2. Improviso em Lá bemol Maior
3. Improviso em Si bemol Maior
4. Improviso em fá menor
Maurice Ravel (1875-1937)
Gaspard de la nuit
1. Ondine
2. Le Gibet
3. Scarbo

Quando
30 de abril, terça-feira, 21 horas
Onde
Teatro Cultura Artística Itaim (303 lugares)
Av. Presidente Juscelino Kubitschek 1830, Itaim Bibi
Quanto
Ingressos a R$ 60,00
Meia-entrada para estudantes e idosos (R$ 30,00)
Preço especial (R$ 10,00) para estudantes de até 30 anos, a partir de meia-hora antes do concerto

À venda pela Ingresso Rápido – em ingressorapido.com.br e 4003-1212. E na bilheteria, no dia do evento, a partir das 15h.
Duração
Aproximadamente 60 minutos, sem intervalo. Na abertura da noite, a jornalista Gioconda Bordon sobe ao palco para uma conversa rápida e informal com o músico


Esta apresentação tem apoio do
Istituto Italiano di Cultura São Paulo
Mais informações
www.culturaartistica.com.br

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ingrid Guimarães estampa a capa da SimplesMente

A atriz Ingrid Guimarães, o maior fenômeno atual do cinema brasileiro com o filme “De pernas pro ar 2”, conta à revista sobre o seu dia a dia como mãe, esposa, atriz e empresária.
 
         Em cartaz com a peça “Razões para ser Bonita”. Escalada para o próximo folhetim da Rede Globo, “Sangue Bom”. À frente do programa da GNT, “Mulheres Possíveis”. Protagonista do atual arrasa-quarteirão do cinema nacional, “De pernas pro ar 2”. Além de estar em diferentes trabalhos simultaneamente, a atriz e humorista Ingrid Guimarães é mãe, esposa e se cuida. Como ela consegue? É sobre esse dia a dia de uma mulher moderna que a atriz fala à revista Simplesmente, da Coquetel/ Editora Ediouro, que estará nas bancas a partir de abril.
         Ingrid Guimarães confessa na entrevista exclusiva à Simplesmente que têm medos: “Tenho medo de ter um piripaque. Não quero ser como a (superatarefada) Alice (do filme De pernas pro ar).” Porém, a humorista também comenta como age quando tem folga. “Tive um dia de folga e fiquei até confusa, sem saber por onde começar. Respondo e-mails? Escrevo um texto? Decidi ir a um SPA”.
         A atriz conta à revista que tenta se desligar se encontrando com os amigos, conversando, indo ao teatro, cinema. Além disso, costuma ir com a família para a sua casa em Búzios. “Tento não deixar (a pressão) chegar a um nível de estresse total porque acredito que isso dá em algum lugar: ou uma doença, ou depressão ou síndrome do pânico. Cada vez mais pessoas do meu lado, saudáveis da cabeça, caem nisso. Penso muito em como desacelerar”, diz.
         Na entrevista à SimpleMente, Ingrid Guimarães comenta como cuida do corpo. “Resolvi parar de malhar e começar a nadar. Minha terapeuta explicou que a água automaticamente relaxa corpo e mente. Estou procurando exercício físico que não seja só para o corpo ficar bem, mas que me ajude”.
         Questionada se ela faz as pessoas rirem o tempo todo no âmbito pessoal, a humorista fala que essa é uma visão glamourosa e engraçada de achar que o comediante ri sempre. “Eu trabalho em várias frentes e preciso ser séria no dia a dia. Para administrar TV a cabo, novela, peça, entrevistas, divulgação, não tem como ficar o dia inteiro fazendo rir. Pelo contrário, preciso ser severa. Vejo a vida de uma forma bem-humorada, mas eu sou uma empresária. Administro muita coisa, além de cuidar da casa, férias de filho, escrever textos. Para fazer humor, tenho que ser muito séria”, afirma.

 
Mais Simplesmente
Além da entrevista da atriz Ingrid Guimarães, a revista traz outras matérias interessantes como tensão pós férias, dispositivos inovadores que leem pensamentos, relógio biológico e 16 páginas de jogos inteligentes.

MEU PÉ DE LARANJA LIMA tem pré-estreia na segunda, dia 15, no Cinemark Iguatemi

Pré-estreia para convidados, com presença dos atores José de Abreu, João Guilherme Ávila, Caco Ciocler, Fernanda Vianna, Eduardo Dascar e kathia calil

Data: 15 de abril, segunda-feira

Horário: 21h

Local: Cinemark Iguatemi – Shopping Iguatemi (Av. Faria Lima, 2232 – 8º andar)

Credenciamento: jamille@procultura.com.br

Meu Pé de Laranja lima é uma nova adaptação cinematográfica baseada no clássico homônimo de José Mauro de Vasconcelos, obra traduzida em 12 idiomas e publicada em mais de 30 países, incluindo a Coreia do Sul, que fez uma edição em forma de quadrinhos, com 224 páginas ilustradas.  O livro, lançado há 45 anos, vendeu mais de um milhão de cópias no Brasil. O filme, dirigido por Marcos Bernstein e produzido por Katia Machado tem patrocínio da ENERGISA, BNDES, PETROBRAS, USIMINAS, Governo do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura/Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura/Lei Estadual de Incentivo à Cultura, investimento ANCINE/ FSA-FINEP e entra em cartaz em todo o país no dia 19 de abril.

Em 2012, Meu Pé de Laranja Lima teve sua estréia no Festival do Rio e participou da mostra Alice, no Festival de Roma, onde o júri que o premiou destacou “o perfeito equilíbrio entre poesia e entretenimento, que o transforma em um filme tecnicamente elegante e, ainda assim, acessível”.

Meu Pé de Laranja Lima conta a história de Zezé (João Guilherme Ávila/Caco Ciocler), uma criança criativa e arteira, que se refugia da incompreensão e da falta de afeto em seu mundo imaginário. Mas sua vida muda ao conhecer um adulto (José de Abreu) que o entende e que tenta participar desse seu universo especial. Zezé é o quarto de cinco irmãos, de uma família pobre que mora no interior. Sua mãe (Fernanda Vianna, do Grupo Galpão) trabalha para sustentar todos, já que seu pai (Eduardo Dascar) está desempregado.

Meu Pé de Laranja Lima mostra o contraste de pequenos momentos da vida diária com imagens que adquirem um tom quase épico, sob o olhar de Zezé em suas fantasias.

Com roteiro de Marcos Bernstein e Melanie Dimantas, fotografia de Gustavo Hadba e produção de Katia Machado, o filme tem ainda em seu elenco Julia de Victa, Tino Gomes, Inês Peixoto, Kathia Calil, Leônidas José, Pedro Valle, Eduardo Moreira, Ricardo Bravo, Tadeu Silva Timote, Adim Martins Monteiro Neto e Emiliano Queiroz, como ator convidado. O ator Caco Ciocler faz uma participação especial.

O diretor MARCOS BERNSTEIN estreou na direção com o longa O Outro Lado da Rua, que ganhou prêmios como: CICAE de melhor filme do Panorama no 54th Festival de Berlim; Melhor Atriz no Horizontes Latinos de San Sebastian e em Tribeca; Melhor Filme Iberoamericano em Mar Del Plata; Prêmio de Público em Toulouse e Melhor Filme no Cine PE de 2004.

Como roteirista, recebeu o Urso de Ouro em Berlim, o Globo de Ouro e cinco indicações ao Oscar por “Central do Brasil”, de Walter Salles. Marcos também roteirizou os filmes Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas; Oriundi, de Ricardo Bravo; Zuzu Angel, de Sérgio Rezende; Chico Xavier, de Daniel Filho (melhor roteiro adaptado no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2011).  Com Victor Atherino escreveu o roteiro de Faroeste Caboclo, de René Sampaio, a ser lançado em maio de 2013.


Ficha Técnica:
Brasil, 99min, 2012, 10 anos
Direção: Marcos Bernstein
Produção: Katia Machado
Montagem: Marcelo Moraes

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba, ABC
Direção de Arte: Bia Junqueira
Musica Original : Armand Amar

Roteiro: Melanie Dimantas e Marcos Bernstein
Elenco: João Guilherme Ávila, José de Abreu, Eduardo Dascar, Fernanda Vianna, Julia de Victa, Tino Gomes, Inês Peixoto, Kathia Calil, Leônidas José, Pedro Valle, Eduardo Moreira, Ricardo Bravo, Tadeu Silva Timote, Adim Martins Monteiro Neto.
Participação especial de Caco Ciocler e ator convidado Emiliano Queiroz
Distribuição: Imovision
 
Ministério da Cultura apresenta
Banco do Brasil apresenta e patrocina


Musical de
Anna Toledo

Direção Musical
Guilherme Terra

Direção Geral
André Dias

Com Ana Carolina Machado, Andrea Marquee, Anna Toledo,
Jonathas Joba, Luciano Andrey e Sérgio Rufino

Músicos Guilherme Terra/Jonatan Harold (Piano),
Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti (Percussão)

Produção
Morente Forte Produções Teatrais

Direção de Movimento: Kátia Barros. Cenários e Figurinos: Fábio Namatame. Iluminação: Wagner Freire. Designer de Som: Fernando Fortes

“Tive mulheres que me fizeram bem e mulheres que me fizeram mal.
As que me fizeram bem, eu esqueci.”
Lupicinio Rodrigues

A obra de Lupicínio Rodrigues, um dos mais populares e geniais compositores de todos os tempos da Musica Brasileira, é o ponto de partida para o espetáculo musical Vingança, que será encenado no palco do
Centro Cultural Banco do Brasil a partir do dia 30 de abril

Lupicínio Rodrigues era um paisagista dos sentimentos. Seu universo era feito da noite, de paixões impossíveis, da boemia alegre e dos desencontros amorosos – e os personagens mais assíduos de suas canções eram “os homens infiéis e as mulheres más”. Lupicínio Rodrigues foi o inventor da expressão “dor-de-cotovelo”. Foi numa de suas crônicas no jornal Ultima Hora que a expressão surgiu pela primeira vez, usada para descrever a dor da solidão, provocada pelo tempo em que o sujeito solitário passava com o queixo apoiado sobre o cotovelo no balcão do bar.

Fã confessa da obra e escritos de Lupicínio, a atriz, cantora - e agora dramaturga - Anna Toledo mergulhou nesse mundo, idealizou e criou VINGANÇA, o musical que recria, através da música, do drama, da ironia e do sarcasmo, o universo de paixões descrito em Vingança, Volta, Esses moços, Maria Rosa, Nunca, Cadeira vazia, Ela disse-me assim, Foi assim, Nervos de aço, Quem há de dizer, Felicidade, Se acaso você chegasse, clássicos do cancioneiro brasileiro e paisagens riquíssimas da alma humana.

Na montagem, o diretor André Dias recria a atmosfera do Sul do Brasil dos anos 50, reforçada nos figurinos de Fábio Namatame.
Vingança narra a história de três triângulos amorosos, tendo como pano de fundo a efervescência passional do "samba-canção". A música, a boemia e a paixão são o fio condutor de uma trama onde os papéis de traído e traidor alternam-se numa intrincada ironia do destino.

No vértice dos triângulos está a dançarina Maria Rosa (Ana Carolina Machado), uma mulher envolvente e sedutora. Ela vive sob a proteção de Alves (Luciano Andrey), um perigoso contraventor, homem possessivo e violento.

Maria Rosa trabalha como dançarina no cabaré de Orlando (Sérgio Rufino), e é lá que conhece Liduíno (Jonathas Joba), um respeitável homem de família e boêmio notório, com quem inicia um tórrido caso de amor. Liduíno é casado com Luzita (Anna Toledo), mulher vitimizada e reprimida, que carrega a amargura da traição. Luzita tem segredos no seu passado e aos poucos descobre que a paixão que Orlando, o melhor amigo de seu marido, nutre por ela pode ser usada a seu favor.

Mas ainda há mais um vértice neste polígono amoroso: Linda (Andrea Marquee), uma mulher humilde, mas ambiciosa, que trabalha de dia na casa de Luzita e Liduíno, como empregada doméstica, e à noite como cantora no cabaré de Orlando. Linda é apaixonada por Alves, seu antigo amante,  e fará de tudo para afastá-lo da fatal Maria Rosa, sem medir as conseqüências de seus atos.

As canções de Lupicínio são executadas ao vivo, em novos arranjos criados por Guilherme Terra especialmente para o espetáculo, na formação instrumental de piano, violão e percussão e arranjos vocais para o elenco

O gênero musical que consagrou Lupicínio Rodrigues foi, sem dúvida, o samba-canção – gênero disseminado a partir do final dos anos 30, popularizado pela rádio, por seu caráter romântico, que carrega influências de outros ritmos latinos, como o bolero. Nenhum outro autor brasileiro compôs tantos sucessos dentro deste estilo – o ritmo dançante, as melodias carregadas de drama e as letras altamente inflamáveis de canções como Ela Disse-Me Assim, Volta e Vingança, marcaram os anos 40 e 50. Ainda assim, o compositor gaúcho também escreveu sambas, marchinhas de carnaval, valsas, xotes (e o Hino do Grêmio Futebol Clube, para o qual torcia). A produção musical de Lupicínio Rodrigues é prolífica, representativa de uma época (pré-Bossa Nova) incrivelmente fértil e com uma identidade dramática acentuada.

A música Vingança foi o maior sucesso comercial de Lupicínio Rodrigues. Composta por Lupicínio como um desabafo diante da traição de Mercedes, uma de suas muitas namoradas, a música foi gravada por Linda Batista em 1951 e fez sucesso até no Japão. Com o dinheiro que ganhou naquele ano, Lupicínio comprou um carro e batizou-o de “Vingança”.

“Toda vez que uma mulher me trai, eu ganho dinheiro”, costumava dizer Lupicínio Rodrigues, afirmando que só escrevia sobre experiências vividas por ele ou por seus amigos. “As mulheres boazinhas nunca me deram dinheiro, só as que me traíram”.

Apesar de tantas aventuras amorosas narradas em suas canções – supostamente autobiográficas – Lupicínio Rodrigues era pai de família e marido dedicado de Dona Cerenita, com quem viveu até o ano de sua morte, 1974. Para ela, Lupicínio compôs a canção Exemplo, sucesso na voz do cantor Jamelão, que diz: “é melhor brigar juntos do que chorar separados”.

Sinopse para roteiro
A ação se passa nos anos 50, no Sul do Brasil, e tem como pano de fundo a vida boêmia de um cabaré. O enredo narra a história de três triângulos amorosos, onde um boêmio de vida dupla, quer manter a esposa e as amantes, mas nada sai como o planejado quando ele se envolve com uma mulher fatal.


VINGANÇA
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112. Centro
 3113. 3651 / 3113.3652
Acessos: Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física / Ar-condicionado / Estacionamento: Estapar Estacionamento – Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) – (R$ 15,00 pelo período de cinco horas. Necessário carimbar tíquete na bilheteria do CCBB - Van faz o traslado gratuito no trajeto estacionamento – CCBB – estacionamento).

Terças, Quartas e Quintas às 20h.

Ingressos: R$ 6,00.

Duração: 100 minutos (com 10 minutos de intervalo)
Recomendação: 16 anos
Gênero: musical


Pré-estreia dia 30 de abril
Temporada: de 01 de maio até 04 de julho

Ficha Técnica:

Canções de Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974)
Idealização e texto de Anna Toledo

Direção Geral André Dias
Direção Musical e Arranjos Guilherme Terra

Elenco
Ana Carolina Machado – Maria Rosa
Andrea Marquee - Linda
Anna Toledo – Luzita
Jonathas Joba - Liduíno
Luciano Andrey - Alves
Sérgio Rufino – Orlando
Guilherme Terra/ Jonatan Harold – Seu Maestro

Músicos em cena: Guilherme Terra ou Jonatan Harold (Piano), Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti(Percussão)
Pianista Ensaiador Jonatan Harold

Diretora de Movimento Kátia Barros
Cenário e Figurino Fábio Namatame
Designer de Som Fernando Fortes
Iluminação Wagner Freire

Assistente de Direção Carla Masumoto
Assistente de Direção de Movimento Patrícia Zveibil Rodrigues

Assessoria de Imprensa Daniela Bustos e Beth Gallo - Morente Forte Comunicações
Programação Visual Cassiano Pires
Fotos João Caldas

Camareira Consuelo de Cássia
Contrarregra Celso Dornellas
Operador de som Dug Monteiro
Operador de Luz Rafael Soares

Assessoria Contábil Marina Morente
Administração e Assistente de Produção Jady Forte
Assistente de Produção Mariana São João

Produção Executiva Egberto Simões
Produtoras Selma Morente e Célia Forte

Realização Morente Forte Produções Teatrais

O compositor:
Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) foi um dos mais populares compositores brasileiros. Quarto filho numa família de 21 irmãos, Lupe, como era chamado desde pequeno, nasceu numa vila pobre instalada no bairro da Cidade Baixa, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nunca saiu da capital gaúcha, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo. Mas isto nunca limitou o alcance de sua obra.
Em 1932, já havia lançado o sucesso “Felicidade”. Trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS, até aposentar-se precocemente por motivos de saúde, em 1947. A esta altura, já era um compositor consagrado nacionalmente, tendo suas músicas gravadas por estrelas do rádio como Francisco Alves, Ciro Monteiro e Linda Batista. Boêmio, foi proprietário de diversos bares, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.
Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.  Famoso pela franqueza com que expressava seus sentimentos na música, e apesar de viver casado desde a juventude com a mesma mulher, acreditava que um homem devia ter uma esposa dentro de casa e várias mulheres na boemia. Constantemente abandonado pelas amantes, Lupicínio brincava dizendo: “cada vez que sou traído, escrevo uma música e compro um carro novo”.
Nos anos 70 sua música foi redescoberta pela geração Tropicalista e MPB: Caetano Veloso gravou “Felicidade”, Gal Costa gravou “Cadeira Vazia” e “Volta”, Gilberto Gil gravou “Quem Há de Dizer”, Elis Regina gravou “Maria Rosa” e Paulinho da Viola fez sucesso com “Nervos de Aço”. Nas décadas seguintes foi regravado por Fábio Jr, Arnaldo Antunes, Ivete Sangalo, Elza Soares, Paulinho da Viola e tantos outros.
Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate. Torcedor do Grêmio, compôs o hino do tricolor em 1953. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube. Na ocasião da sua morte, em agosto de 1973, uma multidão acompanhou o cortejo fúnebre pelas ruas, cantando “Se Acaso Você Chegasse”. Neste dia, os bares de Porto Alegre permaneceram fechados em homenagem ao seu boêmio mais ilustre.

Em Vingança, o musical

Dança
As canções que fizeram a fama de Lupicínio também eram sucesso estrondoso nos salões de baile. Combinando estas informações – a dança de salão, o conteúdo emocional das canções – chegou-se à coreografia do espetáculo que pontua, de forma orgânica, as cenas de sedução, amor e disputa.
O conceito coreográfico do espetáculo é o de incorporar a linguagem da dança de salão para a partitura corporal dos personagens, de forma que eles estejam sempre se comunicando através de uma dança, sendo mais adequado o termo Direção de Movimento dos atores em cena.

Cenário
A ação acontece em três ambientes: o Cabaré Melodrama (domínio de Linda e Orlando), o quarto da pensão dos amantes (domínio de Maria Rosa e Alves) e a sala da família (domínio de Luzita e Liduíno).  O palco também se transforma em cenário de shows para Linda e Maria Rosa, as vedetes do cabaré.  As transições são leves e dinâmicas e a ação muitas vezes ocorre em mais de um plano.

Figurino
Os figurinos do espetáculo recriam a atmosfera romântica dos cabarés dos anos 50 no Sul do Brasil. É uma região mais fria, subtropical, que recebeu a maior parte da imigração européia (principalmente italianos e alemães) no início do século XX.

As influências refletem-se em cores masculinas sóbrias, na elegância e corte sofisticado para ambos os gêneros.  Homens usam chapéus, camisas, ternos de cores variadas. Para as mulheres, em geral: saltos altos e vestidos. Há certa “gravidade” e sobriedade nos vestidos de Luzita, a esposa, em contraste com a sensualidade dos vestidos de Maria Rosa, a dançarina, e da alegre exuberância de Linda, a cantora.