quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EUROPA FILMES DISTRIBUIRÁ SEGUNDO LONGA DA PARANOID, RUA MARIA ANTÔNIA - A INCRÍVEL BATALHA DOS ESTUDANTES, DIRIGIDO POR VERA EGITO

Em fase de captação, produção nacional já tem Débora Bloch, José de Abreu, Laura Neiva e Caco Ciocler confirmados no elenco

A Paranoid Filmes, dos sócios Heitor Dhalia e Tatiana Quintella, acaba de assinar contrato com a Europa Filmes, de Wilson Feitosa, para distribuição de seu mais novo longa-metragem, Rua Maria Antônia – A Incrível Batalha dos Estudantes, dirigido por Vera Egito. Ainda em fase de captação, a produção nacional tem filmagens previstas para o segundo semestre de 2014. No elenco, já estão confirmados Débora Bloch, José de Abreu, Laura Neiva e Caco Ciocler.

O longa retratará os conflitos entre estudantes, durante a ditadura militar, nessa rua que é ícone da região central da cidade de São Paulo. “O evento serviu de inspiração para contar a história do Leon, um estudante de filosofia de 18 anos. É a partir do olhar dele que acompanhamos a batalha entre os estudantes e todas as questões ideológicas e comportamentais que explodiam naquele momento”, conta Vera Egito.

A Rua Maria Antônia ganhou notoriedade na história do País após o confronto que envolveu jovens da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Nesse período, as instituições eram vizinhas e o tumulto se iniciou por um pedágio cobrado na via pelos alunos da USP, o qual não tinha a aprovação dos alunos do Mackenzie. O regime militar estava em sua escalada para o fim das liberdades individuais, que se concretizou dois meses após o conflito, com o Ato Institucional nº 5. Na escola de filosofia estava organizado o movimento estudantil de esquerda de São Paulo. Na universidade Mackenzie, alunos com treinamento paramilitar mantinham o CCC (Comando de Caça aos Comunistas). As tensões entre os dois grupos culminaram em um conflito armado no dia 3 de outubro de 1968. Pedras, paus, bombas, incêndio, coquetéis-molotovs e armas: uma batalha urbana. Um jovem de 15 anos foi morto e a escola de filosofia ocupada pelos militares.

Rua Maria Antônia – A Incrível Batalha dos Estudantes será produzido pela Paranoid Filmes, com produção executiva de Tatiana Quintella. Além da direção, Vera Egito assina também o roteiro do filme. Esse será o segundo longa da produtora, que estreia nos cinemas no próximo dia 18 de outubro com Serra Pelada, de Heitor Dhalia.



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Convite - Bailarina Andreia Yonashiro apresenta duas performances de seu repertório

Com influência de Kazuo Ohno e do esporte, Andreia Yonashiro dança no   Centro da Cultura Judaica e Galeria Olido
O universo do mestre do teatro butô japonês é retratado pela intérprete. Na segunda
performance, dois bailarinos dançam coreografia inspirados nos jogos esportivos

A bailarina e coreógrafa Andreia Yonashiro (que dirigiu ao lado de Morena Nascimento os espetáculos Clarabóia, 2010, e Estudos para Clarabóia, 2013) mostra duas coreografias do seu repertório em apresentações em São Paulo. As performances A Flor Boiando Além da Escuridão e Ginástica Selvagem serão apresentadas juntas, uma seguida da outra, dias 3 e 4 de outubro, quinta e sexta, às 20h30, no Centro da Cultura Judaica e de 10 a 13 de outubro, quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h, na Galeria Olido. Os espetáculos tem duração, respectivamente, de 35 e 45 minutos. De graça.

Bailarinos esquecidos e coreografias revolucionárias inspiram a criação de A Flor Boiando Além da Escuridão, criado e dirigido por Joana Lopes, com interpretação solo de Andreia Yonashiro e composição musical de Zeka Lopez. O espetáculo estreou em 2008 no evento em homenagem ao centenário de Kazuo Ohno (1906-2010), promovido pela Universidade de Bolonha, com curadoria de Eugenia Casini Ropa. A diretora traz de volta à cena trechos de algumas personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do mestre do teatro butô, Kasuo Ohno: La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno dançando La Argentina.

Na segunda parte do programa, Andreia Yonashiro apresenta a coreografia Ginástica Selvagem, criada por ela em parceria com os bailarinos Robson Ferraz e Edson Calheiros. O espetáculo traz jogos coreográficos entre dois homens que também partem de princípios da dança moderna, porém, deslocando a sua relação tradicional com a música. Sua trilha sonora é composta por recortes musicais que não estão associados à dança, traçando um questionamento que remonta aos embates que geraram as grandes revoluções recentes na dança cênica, da modernidade à contemporaneidade. 

Os espetáculos são fruto do encontro do Cerco Coreográfico (grupo de Andreia Yonashiro) e o Teatro Antropomágico (de Joana Lopes). O intuito é criar um espaço de produção que investiga como a coreografia pode ser entendida nos dias atuais e aliada à tradição da dança moderna, que influenciou os mais importantes bailarinos do Século 20.

A parceria entre as artistas, que começou em 2002, busca trabalhar novos paradigmas para as formalidades coreográficas. “Fui convidada para ser bailarina de A Flor Boiando Além da Escuridão e já vinha de uma formação alinhada com o trabalho do Teatro Antropomágico, que propõe uma dramaturgia para dança. Nossa parceria revê a noção tradicional de coreografia, pois trata de estados de energia que se materializam em movimento”, explica Andreia Yonashiro.

As duas obras, que estão no mesmo programa, são criações individuais em tempos diferentes, com estéticas diferentes, mas existe uma fundamentação comum, que é a releitura das relações entre a arte e a ciência.

A Flor Boiando Além da Escuridão
Uma mulher transita entre a luz e a escuridão interpretando personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do bailarino japonês Kazuo Ohno (1906-2010): La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno Dançando La Argentina. A interpretação da bailarina revela uma visão filosófica e artística da dança moderna japonesa influenciada pelo expressionismo alemão das primeiras décadas do século 20.

O espetáculo recupera as coreografias para depois transformá-las em pequenos fragmentos expressionistas que instigaram Kazuo Ohno a desafiar suas tradições cênicas milenares. “É uma inflexão na minha história de criação artística. Reuni referências que são partes da dança e do teatro com a  essência do expressionismo para criar a coreodramaturgia, interpretada por uma  bailarina-atriz num campo de luz e sombra, quando vive uma única personagem inspirada em Kazuo Ohno”, fala a diretora Joana Lopes.

A composição musical original de Zeka Lopez é uma releitura do clássico Amapola, da década de 20, dançado por Kazuo Ohno. Apenas um corpo nu e um lenço japonês são suficientes para vestir o personagem transformado em outros por Andrea Yonashiro - que recebeu recentemente os prêmios Klauss Vianna 2013 e Fomento à Dança 2012 (por Clarabóia) e Prêmio Klauss Vianna 2012 (por Erosão).

“Não desejamos reproduzir as coreografias de Kazuo Ohno nem a filiação à escola de Butô, um gênero de dança iniciado por ele, mas levá-lo à cena percorrendo caminhos de luz e sombra de devaneios e dores”, completa a diretora.

ÂncoraÂncoraO espetáculo foi apresentado no SESC Pinheiros (2007), Teatro da USP (2008), Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (2008), Sala Crisantempo (ensaio aberto com Tadashi Endo, 2010), Festival Vértice de Teatro em Florianópolis (2010) e SESC Consolação (2011). Atualmente realiza um projeto de circulação contemplado pelo Edital Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

GINASTICA SELVAGEM 2Ginástica Selvagem
Em Ginástica Selvagem, dois homens executam movimentos simples que são coreografados por meio de jogos, trazendo à cena o espírito dos jogos esportivos. Cada momento propõe desafios coreográficos. Eles se afastam e se aproximam, gerando o brilho na pele com o suor que evidencia a forma de cada músculo que trabalha. E assim, evocando uma sensação narrativa que retrata as possibilidades de contato e intimidade entre dois homens.

Para a coreógrafa e diretora Andreia Yonashiro, “tudo parte de uma ideia muito simples de ver o movimento de aproximação e afastamento de dois homens e o espaço vazio entre eles. Grande parte da dança acontece no silêncio, ela é cortada por músicas, mas o ritmo da trilha não define o ritmo da dança. A organização detalhada da dança não está pautada na música, mas num estudo detalhado do movimento”.

Os movimentos foram criados em um processo colaborativo de estudo. A coreografia não repete a forma visível dos passos de dança, mas organiza um conhecimento de como o movimento pode ou não acontecer. “É como num jogo de futebol, as trajetórias dos jogadores nunca são as mesmas, mas mesmo assim, não deixa de ser futebol. Então, os movimentos são criados pelos bailarinos a cada dia de apresentação, mas respeitando uma organização composicional da dança”, fala a diretora.

ÂncoraO cenário é uma linha amarela fluorescente (sinalizadora de perigo) que remete a uma quadra esportiva. As meias e camisetas brancas do figurino, tingidas pelas cores de uma projeção luminosa, lembram uniformes esportivos. Mas estes indícios são recortados por músicas e uma projeção de formas geométricas coloridas que fazem com que as relações criadas não sejam tão óbvias. De repente, a mesma camisa branca quase vira um pijama que traz um ar intimista de um quarto, ou uma música evoca memórias da infância.

ÂncoraO espetáculo foi apresentado na FUNARTE São Paulo (2012), Espaço Parlapatões (2011) e sua versão multimídia na Galeria Olido, Casa das Rosas e CCJ Ruth Cardoso. Atualmente realiza um projeto de circulação contemplado pelo Edital Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Sobre Andreia Yonashiro
Nasceu em São Paulo, SP, 1982. Vive e trabalha em São Paulo. Iniciou seus estudos em balé em escolas de São Paulo e dança moderna com Ruth Rachou na adolescência, ao mesmo tempo em que treinava e competia no Brasil e Estados Unidos a patinação artística sobre gelo. Ao frequentar cursos com os artistas Paulo Monteiro, José Resende, Iran Espírito Santo entre outros, iniciou uma produção em artes visuais.

Em 2001 realiza sua Exposição Individual no Centro Cultural São Paulo e logo em seguida inicia o curso de dança na Universidade Estadual de Campinas. Lá, aprofunda seus estudos sobre as técnicas de dança e sua relação com a composição coreográfica, dedicando-se à criação e à pesquisa. Teve dois projetos de pesquisa financiados pelo CNPq na área de arte e ciência investigando uma releitura das propostas de Rudolf Laban a partir da topologia, e do Modelo Padrão da Matéria, tendo os Porf. Dr. Adolfo Maia e a Profa. Joana Lopes como orientadores.

Cruzando as influências de seu percurso assimétrico, nos últimos 10 anos tem atuado como bailarina, diretora/coreógrafa e professora, destacando seus trabalho: criação e direção de Clarabóia e Estudos para clarabóia (2010-2012) ao lado de Morena Nascimento (Prêmio Klauss Vianna 2013, Fomento à Dança 2012 e eleito melhor espetáculo de dança no Guia da Folha de 2012); Tempest - criação coreográfica a convite e em parceria com Daniel Fagundes (Prêmio Cultura Inglesa 2012); concepção e direção de Erosão ao lado de Robson Ferraz (Prêmio Klauss Vianna 2012); Um leite Derramado (BIenal SESC de Dança 2009); Toró (2009), performance e instalção multimídia; entre outros, tendo ainda vencido o quadro Dança no Gelo, TV Globo, ao lado de Leandro do KLB, como patinadora, em 2008. Fundou em 2013 sua plataforma de produção Cerco COREOGRÁFICO.

ÂncoraSobre Joana Lopes
Diretora teatral e dramaturga fundadora do Teatro Antropomágico. Ela é autora de livros e artigos no Brasil e exterior, entre eles “Coreodramaturgia: uma dramaturgia para dança”. “Pega-teatro – um estudo antropológico sobre o jogo dramático”. Entre suas criações de espetáculos, destacamos “Pra Weidt o velho realizado com Atelier de Bailarinos Santistas para a Bienal Internacional SESC de Dança - 2007. Ex-professora do Departamento de Artes Corporais da Unicamp (1987 – 2007) e ex-professora visitante do Departamento de Musica e Espetáculo da Universidade de Bolonha (1992 – 2002).

Sobre Robson Ferraz
É artista, pesquisador e arte-educador graduado em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em seus últimos trabalhos, transita por diferentes abordagens da criação cênica como estratégia de reconhecimento do seu campo investigativo: as relações entre corpo, identidade e sexualidade. Seus trabalhos recentes 2010-2012 (Pistilo, Ginástica Selvagem e Erosão) resultam de uma parceria com a coreógrafa Andreia Yonashiro. Foi contemplado com o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2011, Proac LGBT e Co-patrocínio de Primeiras Obras (CCJ) 2010. Entre 2006 e 2009 atuou na Borelli Cia de dança.

Sobre Edson Calheiros
Iniciou os estudos de dança e teatro em 1994. Atuou como intérprete nas companhias Corpos Nômades e Borelli. Criou em 2005 o solo Recluso c.3.3. e em 2006 o duo Desculpe o Transtorno. Estreou em 2008 o solo Memorial do quarto escuro, com direção de Nana Pequini, e Our Love is like the flowers, the rain, the sea and the hours. Trabalha atualmente em parceria com Robson Ferraz na Associação Desvio de dança. É mestrando em Artes da Cena no Instituto de Artes da Unicamp.

Ficha técnica:
A Flor Boiando Além da Escuridão. Coreodramaturgia e direção: Joana Lopes. Interpretação: Andreia Yonashiro. Composição, releitura da música Amapola e arranjos: Zeka Lopez. Desenho de luz e figurino: Joana Lopes. Projeto técnico e implantação de luz: André Boll Fotografia: Inaê Coutinho. Realização: Teatro Antropomágico e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 35 minutos. Classificação: 12 anos.

Ginástica Selvagem. Direção e coreografia: Andreia Yonashiro. Elenco: Edson Calheiros e Robson Ferraz. Cenário e projeção em vídeo: Andreia Yonashiro. Música: Edson Calheiros, Robson Ferraz e Andreia Yonashiro. Fotografia: Edi Fortini e Priscilla Davanzo. Realização: Associação Desvio e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 45 minutos. Classificação: 12 anos.

Para Roteiro:
A FLOR BOIANDO ALÉM DA ESCURIDÃO e GINÁSTICA SELVAGEMEspetáculo de dança formado por duas coreografias.

Dias 3 e 4 de outubro - Centro da Cultura Judaica - Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré - São Paulo. Telefone - 3065-4333. Temporada - Quinta e sexta às 20h30. Local - Teatro. Capacidade – 296 lugares. Ingressos – Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.

De 10 a 13 de outubro - Galeria Olido – Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo. Telefone - 3331-8399 / 3397-0171. Temporada - Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h. Local - Sala Paissandu. Capacidade – 236 lugares. Ingressos - Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Premiada bailarina Andreia Yonashiro apresenta duas coreografias no Centro da Cultura

Com influência de Kazuo Ohno e do
esporte, Andreia Yonashiro dança no
Centro da Cultura Judaica e Galeria Olido

O universo do mestre do teatro butô japonês é retratado
pela intérprete. Na segunda performance, dois bailarinos
dançam coreografia inspirados nos jogos esportivos

A bailarina e coreógrafa Andreia Yonashiro (que dirigiu ao lado de Morena Nascimento os espetáculos Clarabóia, 2010, e Estudos para Clarabóia, 2013) mostra duas coreografias do seu repertório em apresentações em São Paulo. As performances A Flor Boiando Além da Escuridão e Ginástica Selvagem serão apresentadas juntas, uma seguida da outra, dias 3 e 4 de outubro, quinta e sexta, às 20h30, no Centro da Cultura Judaica e de 10 a 13 de outubro, quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h, na Galeria Olido. Os espetáculos tem duração, respectivamente, de 35 e 45 minutos. De graça.

Bailarinos esquecidos e coreografias revolucionárias inspiram a criação de A Flor Boiando Além da Escuridão, criado e dirigido por Joana Lopes, com interpretação solo de Andreia Yonashiro e composição musical de Zeka Lopez. O espetáculo estreou em 2008 no evento em homenagem ao centenário de Kazuo Ohno (1906-2010), promovido pela Universidade de Bolonha, com curadoria de Eugenia Casini Ropa. A diretora traz de volta à cena trechos de algumas personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do mestre do teatro butô, Kasuo Ohno: La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno dançando La Argentina.

Na segunda parte do programa, Andreia Yonashiro apresenta a coreografia Ginástica Selvagem, criada por ela em parceria com os bailarinos Robson Ferraz e Edson Calheiros. O espetáculo traz jogos coreográficos entre dois homens que também partem de princípios da dança moderna, porém, deslocando a sua relação tradicional com a música. Sua trilha sonora é composta por recortes musicais que não estão associados à dança, traçando um questionamento que remonta aos embates que geraram as grandes revoluções recentes na dança cênica, da modernidade à contemporaneidade. 

Os espetáculos são fruto do encontro do Cerco Coreográfico (grupo de Andreia Yonashiro) e o Teatro Antropomágico (de Joana Lopes). O intuito é criar um espaço de produção que investiga como a coreografia pode ser entendida nos dias atuais e aliada à tradição da dança moderna, que influenciou os mais importantes bailarinos do Século 20.

A parceria entre as artistas, que começou em 2002, busca trabalhar novos paradigmas para as formalidades coreográficas. “Fui convidada para ser bailarina de A Flor Boiando Além da Escuridão e já vinha de uma formação alinhada com o trabalho do Teatro Antropomágico, que propõe uma dramaturgia para dança. Nossa parceria revê a noção tradicional de coreografia, pois trata de estados de energia que se materializam em movimento”, explica Andreia Yonashiro.

As duas obras, que estão no mesmo programa, são criações individuais em tempos diferentes, com estéticas diferentes, mas existe uma fundamentação comum, que é a releitura das relações entre a arte e a ciência.

A Flor Boiando Além da Escuridão
Uma mulher transita entre a luz e a escuridão interpretando personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do bailarino japonês Kazuo Ohno (1906-2010): La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno Dançando La Argentina. A interpretação da bailarina revela uma visão filosófica e artística da dança moderna japonesa influenciada pelo expressionismo alemão das primeiras décadas do século 20.

O espetáculo recupera as coreografias para depois transformá-las em pequenos fragmentos expressionistas que instigaram Kazuo Ohno a desafiar suas tradições cênicas milenares. “É uma inflexão na minha história de criação artística. Reuni referências que são partes da dança e do teatro com a  essência do expressionismo para criar a coreodramaturgia, interpretada por uma  bailarina-atriz num campo de luz e sombra, quando vive uma única personagem inspirada em Kazuo Ohno”, fala a diretora Joana Lopes.

A composição musical original de Zeka Lopez é uma releitura do clássico Amapola, da década de 20, dançado por Kazuo Ohno. Apenas um corpo nu e um lenço japonês são suficientes para vestir o personagem transformado em outros por Andrea Yonashiro - que recebeu recentemente os prêmios Klauss Vianna 2013 e Fomento à Dança 2012 (por Clarabóia) e Prêmio Klauss Vianna 2012 (por Erosão).

“Não desejamos reproduzir as coreografias de Kazuo Ohno nem a filiação à escola de Butô, um gênero de dança iniciado por ele, mas levá-lo à cena percorrendo caminhos de luz e sombra de devaneios e dores”, completa a diretora.

ÂncoraÂncoraO espetáculo foi apresentado no SESC Pinheiros (2007), Teatro da USP (2008), Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (2008), Sala Crisantempo (ensaio aberto com Tadashi Endo, 2010), Festival Vértice de Teatro em Florianópolis (2010) e SESC Consolação (2011). Atualmente realiza um projeto de circulação contemplado pelo Edital Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Ginástica Selvagem
Em Ginástica Selvagem, dois homens executam movimentos simples que são coreografados por meio de jogos, trazendo à cena o espírito dos jogos esportivos. Cada momento propõe desafios coreográficos. Eles se afastam e se aproximam, gerando o brilho na pele com o suor que evidencia a forma de cada músculo que trabalha. E assim, evocando uma sensação narrativa que retrata as possibilidades de contato e intimidade entre dois homens.

Para a coreógrafa e diretora Andreia Yonashiro, “tudo parte de uma ideia muito simples de ver o movimento de aproximação e afastamento de dois homens e o espaço vazio entre eles. Grande parte da dança acontece no silêncio, ela é cortada por músicas, mas o ritmo da trilha não define o ritmo da dança. A organização detalhada da dança não está pautada na música, mas num estudo detalhado do movimento”.

Os movimentos foram criados em um processo colaborativo de estudo. A coreografia não repete a forma visível dos passos de dança, mas organiza um conhecimento de como o movimento pode ou não acontecer. “É como num jogo de futebol, as trajetórias dos jogadores nunca são as mesmas, mas mesmo assim, não deixa de ser futebol. Então, os movimentos são criados pelos bailarinos a cada dia de apresentação, mas respeitando uma organização composicional da dança”, fala a diretora.

ÂncoraO cenário é uma linha amarela fluorescente (sinalizadora de perigo) que remete a uma quadra esportiva. As meias e camisetas brancas do figurino, tingidas pelas cores de uma projeção luminosa, lembram uniformes esportivos. Mas estes indícios são recortados por músicas e uma projeção de formas geométricas coloridas que fazem com que as relações criadas não sejam tão óbvias. De repente, a mesma camisa branca quase vira um pijama que traz um ar intimista de um quarto, ou uma música evoca memórias da infância.

ÂncoraO espetáculo foi apresentado na FUNARTE São Paulo (2012), Espaço Parlapatões (2011) e sua versão multimídia na Galeria Olido, Casa das Rosas e CCJ Ruth Cardoso. Atualmente realiza um projeto de circulação contemplado pelo Edital Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Sobre Andreia Yonashiro
Nasceu em São Paulo, SP, 1982. Vive e trabalha em São Paulo. Iniciou seus estudos em balé em escolas de São Paulo e dança moderna com Ruth Rachou na adolescência, ao mesmo tempo em que treinava e competia no Brasil e Estados Unidos a patinação artística sobre gelo. Ao frequentar cursos com os artistas Paulo Monteiro, José Resende, Iran Espírito Santo entre outros, iniciou uma produção em artes visuais.

Em 2001 realiza sua Exposição Individual no Centro Cultural São Paulo e logo em seguida inicia o curso de dança na Universidade Estadual de Campinas. Lá, aprofunda seus estudos sobre as técnicas de dança e sua relação com a composição coreográfica, dedicando-se à criação e à pesquisa. Teve dois projetos de pesquisa financiados pelo CNPq na área de arte e ciência investigando uma releitura das propostas de Rudolf Laban a partir da topologia, e do Modelo Padrão da Matéria, tendo os Porf. Dr. Adolfo Maia e a Profa. Joana Lopes como orientadores.

Cruzando as influências de seu percurso assimétrico, nos últimos 10 anos tem atuado como bailarina, diretora/coreógrafa e professora, destacando seus trabalho: criação e direção de Clarabóia e Estudos para clarabóia (2010-2012) ao lado de Morena Nascimento (Prêmio Klauss Vianna 2013, Fomento à Dança 2012 e eleito melhor espetáculo de dança no Guia da Folha de 2012); Tempest - criação coreográfica a convite e em parceria com Daniel Fagundes (Prêmio Cultura Inglesa 2012); concepção e direção de Erosão ao lado de Robson Ferraz (Prêmio Klauss Vianna 2012); Um leite Derramado (BIenal SESC de Dança 2009); Toró (2009), performance e instalção multimídia; entre outros, tendo ainda vencido o quadro Dança no Gelo, TV Globo, ao lado de Leandro do KLB, como patinadora, em 2008. Fundou em 2013 sua plataforma de produção Cerco COREOGRÁFICO.

ÂncoraSobre Joana Lopes
Diretora teatral e dramaturga fundadora do Teatro Antropomágico. Ela é autora de livros e artigos no Brasil e exterior, entre eles “Coreodramaturgia: uma dramaturgia para dança”. “Pega-teatro – um estudo antropológico sobre o jogo dramático”. Entre suas criações de espetáculos, destacamos “Pra Weidt o velho realizado com Atelier de Bailarinos Santistas para a Bienal Internacional SESC de Dança - 2007. Ex-professora do Departamento de Artes Corporais da Unicamp (1987 – 2007) e ex-professora visitante do Departamento de Musica e Espetáculo da Universidade de Bolonha (1992 – 2002).

Sobre Robson Ferraz
É artista, pesquisador e arte-educador graduado em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em seus últimos trabalhos, transita por diferentes abordagens da criação cênica como estratégia de reconhecimento do seu campo investigativo: as relações entre corpo, identidade e sexualidade. Seus trabalhos recentes 2010-2012 (Pistilo, Ginástica Selvagem e Erosão) resultam de uma parceria com a coreógrafa Andreia Yonashiro. Foi contemplado com o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2011, Proac LGBT e Co-patrocínio de Primeiras Obras (CCJ) 2010. Entre 2006 e 2009 atuou na Borelli Cia de dança.

Sobre Edson Calheiros
Iniciou os estudos de dança e teatro em 1994. Atuou como intérprete nas companhias Corpos Nômades e Borelli. Criou em 2005 o solo Recluso c.3.3. e em 2006 o duo Desculpe o Transtorno. Estreou em 2008 o solo Memorial do quarto escuro, com direção de Nana Pequini, e Our Love is like the flowers, the rain, the sea and the hours. Trabalha atualmente em parceria com Robson Ferraz na Associação Desvio de dança. É mestrando em Artes da Cena no Instituto de Artes da Unicamp.

Ficha técnica:
A Flor Boiando Além da Escuridão. Coreodramaturgia e direção: Joana Lopes. Interpretação: Andreia Yonashiro. Composição, releitura da música Amapola e arranjos: Zeka Lopez. Desenho de luz e figurino: Joana Lopes. Projeto técnico e implantação de luz: André Boll Fotografia: Inaê Coutinho. Realização: Teatro Antropomágico e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 35 minutos. Classificação: 12 anos.

Ginástica Selvagem. Direção e coreografia: Andreia Yonashiro. Elenco: Edson Calheiros e Robson Ferraz. Cenário e projeção em vídeo: Andreia Yonashiro. Música: Edson Calheiros, Robson Ferraz e Andreia Yonashiro. Fotografia: Edi Fortini e Priscilla Davanzo. Realização: Associação Desvio e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 45 minutos. Classificação: 12 anos.

Para Roteiro:
A FLOR BOIANDO ALÉM DA ESCURIDÃO e GINÁSTICA SELVAGEMEspetáculo de dança formado por duas coreografias.

Dias 3 e 4 de outubro - Centro da Cultura Judaica - Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré - São Paulo. Telefone - 3065-4333. Temporada - Quinta e sexta às 20h30. Local - Teatro. Capacidade – 296 lugares. Ingressos – Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.


De 10 a 13 de outubro - Galeria Olido – Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo. Telefone - 3331-8399 / 3397-0171. Temporada - Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h. Local - Sala Paissandu. Capacidade – 236 lugares. Ingressos - Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.

  

domingo, 22 de setembro de 2013

Clássico

O ator, cantor, dançarino, e, intérprete do saudoso Tim Maia, Tiago Abravanel, (foto), neto de Sílvio Santos, vai estar com o magnífico maestro João Carlos Martins, dia 10-9-13, terça-feira, no Teatro Bradesco. Além das músicas populares e sucessos consagrados, o público irá se encantar com o repertório de Bach e Beethoven. Imperdível!
Tiago Abravanel e maestro João Carlos Martins


(foto de Fernando Mucci)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

LISTA DE FAMOSOS NA INAUGURAÇÃO DO RANCHO DO SERJÃO

No próximo dia 5 de setembro, quinta-feira, às 21h30, o músico Sérgio Reis inaugura sua nova casa noturna, o Rancho do Serjão ABC, em São Bernardo do Campo. O músico receberá convidados famosos como a cantora Paula Fernandes, Daniel, Almir Sater, Frank Aguiar, a dupla Zé Henrique e Gabriel, Cezar e Paulinho, o cantor Amado Batista, Xororó, Moacir Franco, Renato Teixeira, Beth Guzzo, Péricles, as irmãs Galvão e Eduardo Araujo, entre outros. O Rancho do Serjão é uma balada sertaneja premium que teve o custo de 3 milhões, e a proposta é trazer cantores e duplas famosas para shows mais intimistas num ambiente diferenciado.
O tradicional bar sertanejo na Vila Madalena terá como filial uma balada para duas mil pessoas em São Bernardo do Campo
São Paulo, agosto de 2013 - O consagrado bar temático Rancho do Serjão, há 14 anos na Vila Madalena, inaugura o seu segundo empreendimento em setembro, em São Bernardo do Campo. A balada que custou cerca de R$ 3 milhões tem como um dos sócios o músico Sérgio Reis. A casa abrirá as portas na principal avenida da cidade.
A filial do ABC terá como alvo o público premium. Fãs da música sertaneja universitária e da música sertaneja de raiz poderão curtir apresentações de músicos da noite e de cantores e duplas famosas em versões intimistas, além de desfrutar de uma excelente infraestrutura que inclui gastronomia de qualidade, bebidas exclusivas, fumódromo e ambientes que esbanjam conforto e sofisticação.

O Rancho do ABC possui capacidade para duas mil pessoas. São 1100 m² distribuídos em três andares. Pista para 1700 pessoas, camarote com lounge para 200 pessoas e área VIP para 200 pessoas, com lounge, balcão e restaurante. De qualquer lugar a visão do palco é irrestrita. A proximidade do palco com o público é um dos diferenciais.
Os três ambientes têm bares que servem separadamente a cada setor. A decoração da casa também é singular. Mistura-se harmoniosamente o rústico e o moderno. O pé direito de 10 metros de altura da pista e uma praça com uma jabuticabeira de 20 anos, trazida especialmente para remontar o clima do interior elevam o charme e a grandiosidade desta casa.
Mantendo-se fiel às suas raízes, a culinária brasileira foi escolhida para compor o cardápio do Rancho do Serjão. O público terá como opção os melhores pratos e petiscos da culinária sertaneja e nordestina. Na carta de bebidas, chope, cervejas, cervejas artesanais nacionais e internacionais, além de drinques feitos com frutas exóticas.
O Rancho do Serjão inaugura no próximo dia 5 de setembro, quinta-feira, às 22h. A primeira noite será aberta apenas para amigos e convidados. A casa funcionará de quinta a sábado, das 22h até o último cliente. A atração musical da noite de inauguração será feita pelo próprio Sérgio Reis. Ele receberá no palco músicos convidados que irão prestigiá-lo e farão junto com o cantor ‘palinhas’ dos clássicos da música sertaneja.
Imagens: divulgação

Croqui da fachada e da praça da jabuticabeira.



Serviço:
Rancho do Serjão ABC
Endereço: Avenida Kennedy, nº 792. São Bernardo do Campo.
Telefones: 4121-6799
Horário de funcionamento: quinta a sábado das 22h até o último cliente.
Aceita todos os cartões: sim.
Estacionamento: vallet R$ 20,00
Acessibilidade: total.
Chapelaria: R$ 5,00.
Fumodromo: sim
Wi-Fi: sim
Aceita reservas e fecha camarotes para eventos de qualquer natureza.
Vendas de ingressos e venda de ingressos pelo site.
www.ranchodoserjao.com.br

Artista internacional visita Rio de Janeiro para conhecer a cultura das comunidades

O renomado diretor James Wade, conhecido mundialmente, está no Brasil para conhecer a cultura local das comunidades carioca. A ação é resultado de uma parceria entre James, o jogador brasileiro de futebol australiano Harry O’Brien,  e tem apoio da marca Ta de Soci.

“Eu tive a grande oportunidade de conhecer meu camarada Harry O'Brien durante a turnê de um trabalho, na Austrália, em 2011, e ele falava tão apaixonadamente sobre Rio e as pessoas de lá que me apaixonei. Foram muitas conversas e senti a necessidade de experimentar algo no Rio. Aqui tudo me inspira!  Estou me conectando com as pessoas e artistas, principalmente rostos desconhecidos que fazem música boa nas comunidades cariocas” - declara James.

James têm criado conteúdo visual e de áudio com notáveis artistas como Oliver Stone, Dead Prez, 2Pac, Outlawz, Snoop Dogg que agora é Snoop Lion, Kurupt, Dungeon Family, Goodie Mob, Talib Kweli, Sway (MTV), David Banner, Angie Stone, Fishbone, Suicidal Tendancies, Caviar, DMX, E-40, Saul Williams, Russell Simmons, entre outros.

Além de um diretor conceituado, o artista é rapper, Media Producer, e ativista com mais de uma década de experiência na música e na indústria do entretenimento, e após alguns anos no circuito independente em Los Angeles, EUA, teve a oportunidade de gravar junto à equipe LAFCO (LA Cineastas Co-Op), e produzir um DVD e revista semanal on-line chamada “Reel Talk”, produzido em torno das pessoas, na arte e realidade da vida de Jordan Downs Projetos, Watts CA. (Menace 2 Society), embarcando depois, numa turnê monumental independente com LAFCO, em 2006, para criar o documentário "Behind the Wheel", que levou James Wade para Atlanta GA.

Em constante evolução, com o tempo, em parceria com Pezo Jonson, James criou a série revolucionária na internet "Make it Rain in the Hood", colaborando com celebridades e atletas com recursos para os desabrigados, com um projeto de música com Dungeon - membros da família Malaquias, conhecida como ATL.A, que mistura a Costa Oeste com Atlanta em um emotivo dueto, somente comparável aos músicos Outkast, ou Gnarles Barkley.
E, recentemente, James criou um DVD Soundtrack que está fazendo sucesso, intitulado como “Medicated & Motivated”, que tornou-se uma campanha inspirada em suas irmãs que em 2010, suicidaram-se - com objetivo de conscientizar as pessoas evitar tal ato.

Com bagagem musical de sobra, James está no Brasil para conhecer as favelas do Rio de Janeiro, e colaborar musicalmente com seus recursos para produzir vídeos que mostrem o dia a dia dos MC’s, como são organizados as rodas e bailes funks, captando a essência que envolve o estilo musical que representa as comunidades.


Resolvi estender minha estadia por conta dessas pessoas que estou conhecendo, a maioria dos headliners costuma fazer visitas curtas. Estamos abrindo as portas para novas e excitantes colaborações com músicos, cantores, produtores, meios de comunicação, organizadores, MCs e a comunidade em geral. Com tudo isso, tenho certeza que vou produzir um vídeo bem interessante que mostra o dia a dia dos MC’s, como são organizados as rodas e bailes funks, captando a essência que envolve o estilo musical que representa as comunidades, mostrando isso para um o mundo com um novo olhar, um olhar não só de um produtor, mas de um novo cidadão carioca” – afirma James.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Zubin Mehta volta a se apresentar em Paulínia e Campinas com a Filarmônica de Israel

Sob regência de Zubin Mehta, a Orquestra Filarmônica de Israel volta a se apresentar em Paulínia e Campinas

O aclamado maestro e uma das mais importantes orquestras em atividade do mundo voltam a tocar na região. Em Paulínia, se apresentam na segunda-feira (19/8), às 20h, no Theatro Municipal, um dos preferidos do maestro Zubin Mehta no Brasil, por conta de sua excelente acústica. Já em Campinas, oito anos após sua primeira apresentação na cidade, o concerto será ao ar livre e gratuito, no domingo (18/8) às 20h, no Parque Arautos da Paz.

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Regida pelo lendário maestro Zubin Mehta e reconhecida pela sua grandiosidade e conjunto sonoro irrepreensível, a Orquestra Filarmônica de Israel volta a participar dos Concertos Paulínia, na segunda-feira (19 de agosto), às 20 horas, na segunda apresentação da série Grandes Concertos Internacionais no Theatro Municipal, com apoio da EPTV, do Hotel Vitória e apoio cultural da Prefeitura Municipal de Paulínia. O pr ograma inclui obras marcantes: a "Abertura Leonora nº 3 Op. 72b" de Beethoven, a "Sinfonia nº 40 em sol menor K. 550" de Mozart e a "Sinfonia nº 1 em dó menor Op. 68" de Brahms (1833 - 1897). Em sua primeira passagem por Paulínia, em 2009, a Filarmônica comoveu o público em dois extraordinários concertos regidos pelo maestro Zubin Mehta, que tem o Theatro Municipal entre seus preferidos no Brasil.
Um dia antes, no domingo 18 de agosto, a Filarmônica volta a tocar sob a batuta do maestro indiano no Parque Arautos da Paz, às 20 horas. Em 2005, eles encantaram o público de Campinas com um extraordinário concerto, que reuniu cerca de 40 mil pessoas no parque. Obras de Tchaikovsky, Johann Strauss II e Ravel estão no programa do concerto gratuito, que promete ser o maior evento da música clássica do ano e conta com patrocínio EPTV, Petrobras, Iguatemi Campinas e MRV Engenharia, e com apoio da Unimed, CPFL, EMS, Hotel Vitória e Prefeitura Municipal de Campinas.
Orquestra Filarmônica de Israel
A Orquestra Filarmônica de Israel foi fundada em 1936 pelo grande violinista Bronislav Huberman e em seu concerto inaugural, no dia 26 de dezembro do mesmo ano, foi regida pelo lendário Arturo Toscanini. Desde então, a orquestra tem feito inúmeras turnês, encantando plateias por todo o mundo. Em Israel, apresenta aproximadamente 150 concertos por ano, servindo às populações de Tel Aviv, Jerusalém, Haifa, entre outras cidades. Suas séries de assinatura têm um público fixo de mais de 30.000 pessoas, um número extraordinário se comparado ao público de qualquer grande orquestra do mundo e especialmente tendo em vista a pequena população de Israel.
Entre os seus colaboradores estão alguns dos maiores regentes, como: Arturo Toscanini, Leonard Bernstein, Sir John Barbirolli, Sergei Koussevitsky, Zubin Mehta, Eugene Ormandy e Paul Paray. Como solistas, a Orquestra já recebeu personalidades como os pianistas Arthur Rubinstein, Claudio Arrau, Vladimir Ashkenazi, Daniel Barenboim, Rudolf Serkin e Lang Lang, violinistas como Itzhak Perlman, Isaac Stern, Natan Milstein, Pinchas Zukerman, Shlomo Mintz Maxim Vengerov e Joshua Bell; violoncelistas como Pablo Casals, Yo Yo Ma, Gregor Piatigorsky, Paul Tortelier, André Navarrá, Jacqueline du Pré, Antonio Meneses e Msitislav Rostropovitch; flautista Jean Pierre Rampal e cantores como Montserrat Caballé, Leontyne Price, Jessie Norman, Placido Domingo e Luciano Pavarotti.
Zubin Mehta
Zubin Mehta foi nomeado conselheiro musical da Orquestra Filarmônica de Israel em 1969 e em 1981 tornou-se Diretor Artístico vitalício. Depois dele, Leonard Bernstein tornou-se Regente Honorário em 1988, e o Maestro Kurt Mazur foi nomeado Principal Regente Convidado Honorário, devido ao grande sucesso do seu trabalho à frente da orquestra em 1991. A partir da temporada 2011-2012, o maestro italiano Gianandrea Noseda tornou-se o principal maestro convidado da Orquestra Filarmônica de Israel.
O indiano Zubin Mehta nasceu em 1936, mesmo ano de fundação da Filarmônica de Israel, que regeu pela primeira vez em 1961, quando tanto ele quanto a orquestra tinham 25 anos. Uma ligação estreita se manteve desde então. Durante todas as crises e guerras em Israel, Mehta não hesitou em cancelar seus outros compromissos e correr para estar junto com a orquestra, encorajando-a com concertos especiais nas linhas de frente, na fronteira libanesa e em muitas comemorações nacionais, como o concerto em Massada, em outubro de 1988, quando regeu a Sinfonia no. 2 "Ressurreição" de Mahler. Entre concertos, gravações e turnês, Zubin Mehta já regeu milhares de concertos da Orquestra Filarmônica de Israel, nos cinco continentes.
Zubin Mehta pertence, sem dúvida, à elite dos regentes orquestrais e de ópera da atualidade. É diretor artístico vitalício da Orquestra Filarmônica de Israel e foi também diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque de 1979 a 1991, o período mais longo de um regente nessa função na história da orquestra. É Regente Honorário das Filarmônicas de Vienna, Munique e Los Angeles, do Teatro del Maggio Musicale Fiorentino e da Orquestra Estatal da Bavária. Regeu as "suas" orquestras em tournées por todo o mundo e é um dos regentes mais requisitados. Em 2006 sua autobiografia "A partitura da minha vida: memórias" foi publicada na Alemanha e em Israel. Em 2011, o Maestro foi homenageado com uma estrela no Hollywood Boulevard. Junto com seu irmão Zarin é co-presidente da "Mehli Mehta Music Foundation" (Bombay), onde mais de 200 crianças estudam música clássica. Zubin M ehta continua a apoiar a descoberta e promoção de talentos em todo mundo.

SERVIÇO CAMPINAS
Ministério da Cultura e EPTV apresentam
18 de agosto (domingo), 20 horas

Orquestra Filarmônica de Israel
Regência: maestro Zubin Mehta (Índia)

PROGRAMA
P.I Tchaikovsky (1840-1893)
Sinfonia nº 4 em fá menor, op. 36

Johann Strauss II (1825-1899)
O Morcego (Die Fledermaus) - Abertura
Tritsch-Tratsch Polka Op. 214
Voices of Spring Waltz Op. 410

M. Ravel (1875-1937)
Daphnis e Chloe - final da 2a.suite

Parque Arautos da Paz
(Estrada Arautos da Paz, s/n, Taquaral, Campinas)
Entrada Franca
Patrocínio: EPTV, Petrobras, Iguatemi Campinas e MRV Engenharia
Apoio: Unimed, CPFL, SEM, Hotel Vitória e Prefeitura Municipal de Campinas
Realização: Interarte e Ministério da Cultura - Brasil (país rico é país sem pobreza)


SERVIÇO PAULÍNIA
CONCERTOS PAULÍNIA 2013
Série "GRANDES CONCERTOS INTERNACIONAIS"
19 de agosto (segunda-feira), 20 horas

Orquestra Filarmônica de Israel
Regência: maestro Zubin Mehta (Índia)

PROGRAMA
L. van Beethoven (1770 - 1827)
Abertura Leonora nº 3 Op. 72b

W. A. Mozart (1756 - 1791)
Sinfonia nº 40 em sol menor K. 550

J. Brahms (1833 - 1897)
Sinfonia nº 1 em dó menor Op. 68

Theatro Municipal de Paulínia
Av. Prefeito José Lozano de Araújo, 1551, Paulínia, tel. (19) 3933-2140
Nº de lugares: 1.219
Censura: 10 anos

INGRESSOS
Setor A - R$ 300,00
Setor B - R$ 210,00
Setor C - R$ 100,00
(50% de desconto para estudantes, terceira idade e moradores de Paulínia)

Apoio Cultural: Prefeitura Municipal de Paulínia
Apoio: EPTV e Hotel Vitória
Realização: Interarte