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sábado, 16 de novembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
EUROPA FILMES DISTRIBUIRÁ SEGUNDO LONGA DA PARANOID, RUA MARIA ANTÔNIA - A INCRÍVEL BATALHA DOS ESTUDANTES, DIRIGIDO POR VERA EGITO
Em fase de captação,
produção nacional já tem Débora Bloch, José de Abreu, Laura Neiva e Caco Ciocler
confirmados no elenco
A Paranoid Filmes, dos sócios Heitor Dhalia e Tatiana Quintella, acaba de assinar contrato com a Europa Filmes, de Wilson Feitosa, para distribuição de seu mais novo longa-metragem, Rua Maria Antônia – A Incrível Batalha dos Estudantes, dirigido por Vera Egito. Ainda em fase de captação, a produção nacional tem filmagens previstas para o segundo semestre de 2014. No elenco, já estão confirmados Débora Bloch, José de Abreu, Laura Neiva e Caco Ciocler.
O longa
retratará os conflitos entre estudantes, durante a ditadura militar, nessa
rua que é ícone da região central da cidade de São Paulo. “O evento serviu de
inspiração para contar a história do Leon, um estudante de filosofia de 18 anos.
É a partir do olhar dele que acompanhamos a batalha entre os estudantes e todas
as questões ideológicas e comportamentais que explodiam naquele momento”, conta
Vera Egito.
A Rua Maria Antônia
ganhou notoriedade na história do País após o confronto que envolveu jovens
da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo (USP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Nesse período, as
instituições eram vizinhas e o tumulto se iniciou por um pedágio cobrado na via
pelos alunos da USP, o qual não tinha a aprovação dos alunos do Mackenzie. O
regime militar estava em sua escalada para o fim das liberdades individuais, que
se concretizou dois meses após o conflito, com o Ato Institucional nº 5. Na
escola de filosofia estava organizado o movimento estudantil de esquerda de São
Paulo. Na universidade Mackenzie, alunos com treinamento paramilitar mantinham o
CCC (Comando de Caça aos Comunistas). As tensões entre os dois grupos culminaram
em um conflito armado no dia 3 de outubro de 1968. Pedras, paus, bombas,
incêndio, coquetéis-molotovs e armas: uma batalha urbana. Um jovem de 15 anos
foi morto e a escola de filosofia ocupada pelos militares.
Rua Maria Antônia – A
Incrível Batalha dos Estudantes será produzido pela
Paranoid Filmes, com produção executiva de Tatiana Quintella. Além da direção,
Vera Egito assina também o roteiro do filme. Esse será o segundo longa da
produtora, que estreia nos cinemas no próximo dia 18 de outubro com Serra
Pelada, de Heitor Dhalia.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Convite - Bailarina Andreia Yonashiro apresenta duas performances de seu repertório
Com influência de Kazuo Ohno e do esporte, Andreia Yonashiro dança no Centro da Cultura Judaica e Galeria Olido
O universo do mestre do teatro butô japonês é retratado
pela intérprete. Na segunda
performance, dois bailarinos dançam coreografia inspirados nos jogos
esportivos
A bailarina e coreógrafa
Andreia Yonashiro (que dirigiu ao lado de Morena Nascimento os espetáculos
Clarabóia, 2010, e Estudos para Clarabóia, 2013) mostra duas coreografias do seu
repertório em apresentações em São Paulo. As performances A
Flor Boiando Além da Escuridão e Ginástica Selvagem serão
apresentadas juntas, uma seguida da outra, dias 3 e 4 de outubro, quinta
e sexta, às 20h30, no Centro da Cultura
Judaica e de 10 a 13 de outubro, quinta a sábado, às 20h e domingo,
às 19h, na Galeria Olido. Os
espetáculos tem duração, respectivamente, de 35 e 45 minutos. De
graça.
Bailarinos
esquecidos e coreografias revolucionárias inspiram a criação de A
Flor Boiando Além da Escuridão, criado e dirigido por Joana Lopes, com interpretação solo de
Andreia Yonashiro e composição
musical de Zeka Lopez. O espetáculo
estreou em 2008 no evento em homenagem ao centenário de Kazuo Ohno (1906-2010), promovido pela Universidade
de Bolonha, com curadoria de Eugenia Casini Ropa. A diretora traz de volta à cena trechos de
algumas personagens
femininas que habitaram os 100 anos de poesia do mestre do teatro butô, Kasuo
Ohno: La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno dançando La
Argentina.
Na segunda parte do programa, Andreia Yonashiro apresenta a
coreografia Ginástica Selvagem, criada por ela
em parceria com os bailarinos Robson Ferraz e Edson Calheiros. O espetáculo traz
jogos coreográficos entre dois homens que também partem de princípios da dança
moderna, porém, deslocando a sua relação tradicional com a música. Sua trilha
sonora é composta por recortes musicais que não estão associados à dança,
traçando um questionamento que remonta aos embates que geraram as grandes
revoluções recentes na dança cênica, da modernidade à contemporaneidade.
Os
espetáculos são fruto do encontro do Cerco Coreográfico (grupo de Andreia
Yonashiro) e o Teatro Antropomágico (de Joana Lopes). O intuito é criar um espaço de produção que
investiga como a coreografia pode ser entendida nos dias atuais e aliada
à tradição da dança moderna, que influenciou os mais importantes bailarinos do
Século 20.
A
parceria entre as artistas, que começou em 2002, busca trabalhar novos
paradigmas para as formalidades coreográficas. “Fui convidada para ser bailarina de A Flor Boiando Além da Escuridão e já
vinha de uma formação alinhada com o trabalho do Teatro Antropomágico, que propõe uma dramaturgia para dança.
Nossa parceria revê a noção tradicional de coreografia, pois trata de estados de
energia que se materializam em movimento”, explica Andreia
Yonashiro.
As duas obras, que estão no
mesmo programa, são criações individuais em tempos diferentes, com estéticas
diferentes, mas existe uma fundamentação comum, que é a releitura das relações
entre a arte e a ciência.
A Flor Boiando Além da Escuridão
Uma mulher transita entre a luz e a escuridão interpretando
personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do bailarino japonês
Kazuo Ohno (1906-2010): La Argentina
(1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno Dançando La Argentina. A
interpretação da bailarina revela uma visão filosófica e artística da dança
moderna japonesa influenciada pelo expressionismo alemão das primeiras décadas
do século 20.
O
espetáculo recupera as coreografias para depois transformá-las em pequenos
fragmentos expressionistas que instigaram Kazuo Ohno a desafiar suas
tradições cênicas milenares. “É uma inflexão na minha história de criação
artística. Reuni referências que são partes da dança e do teatro com a essência do expressionismo para criar a coreodramaturgia, interpretada por
uma bailarina-atriz num campo de luz e
sombra, quando vive uma única personagem inspirada em Kazuo Ohno”, fala a
diretora Joana Lopes.
A
composição musical original de Zeka Lopez é uma releitura do clássico Amapola, da década de 20, dançado por
Kazuo Ohno. Apenas um corpo nu e um lenço japonês são suficientes para vestir o
personagem transformado em outros por Andrea Yonashiro - que
recebeu recentemente os prêmios Klauss
Vianna 2013 e Fomento à Dança 2012 (por Clarabóia) e Prêmio Klauss Vianna 2012
(por Erosão).
“Não desejamos reproduzir as coreografias de Kazuo Ohno nem a
filiação à escola de Butô, um gênero de dança iniciado por ele, mas levá-lo à
cena percorrendo caminhos de luz e sombra de devaneios e dores”, completa a
diretora.
Em Ginástica
Selvagem, dois homens executam movimentos simples que são
coreografados por meio de jogos, trazendo à cena o espírito dos jogos
esportivos. Cada momento propõe desafios coreográficos. Eles se afastam e se
aproximam, gerando o brilho na pele com o suor que evidencia a forma de cada
músculo que trabalha. E assim, evocando uma sensação narrativa que retrata as
possibilidades de contato e intimidade entre dois homens.
Para a coreógrafa e
diretora Andreia
Yonashiro, “tudo parte de uma ideia
muito simples de ver o movimento de aproximação e afastamento de dois homens e o
espaço vazio entre eles. Grande parte da dança acontece no silêncio, ela é
cortada por músicas, mas o ritmo da trilha não define o ritmo da dança. A
organização detalhada da dança não está pautada na música, mas num estudo
detalhado do movimento”.
Os
movimentos foram criados em um processo colaborativo de estudo. A coreografia
não repete a forma visível dos passos de dança, mas organiza um conhecimento de
como o movimento pode ou não acontecer. “É como num jogo de futebol, as
trajetórias dos jogadores nunca são as mesmas, mas mesmo assim, não deixa de ser
futebol. Então, os movimentos são criados pelos bailarinos a cada dia de
apresentação, mas respeitando uma organização composicional da dança”, fala a
diretora.
Sobre Andreia
Yonashiro
Nasceu em São Paulo, SP, 1982. Vive e
trabalha em São Paulo. Iniciou seus estudos em balé em escolas de São Paulo e
dança moderna com Ruth Rachou na adolescência, ao mesmo tempo em que treinava e
competia no Brasil e Estados Unidos a patinação artística sobre gelo. Ao
frequentar cursos com os artistas Paulo Monteiro, José Resende, Iran Espírito
Santo entre outros, iniciou uma produção em artes visuais.
Em 2001 realiza sua Exposição
Individual no Centro Cultural São Paulo e logo em seguida inicia o curso de
dança na Universidade Estadual de Campinas. Lá, aprofunda seus estudos sobre
as técnicas de dança e sua relação com a composição coreográfica,
dedicando-se à criação e à pesquisa. Teve dois projetos de pesquisa financiados
pelo CNPq na área de arte e ciência investigando uma releitura das
propostas de Rudolf Laban a partir da topologia, e do Modelo Padrão da Matéria,
tendo os Porf. Dr. Adolfo Maia e a Profa. Joana Lopes como
orientadores.
Cruzando as influências de seu percurso
assimétrico, nos últimos 10 anos tem atuado como bailarina, diretora/coreógrafa
e professora, destacando seus trabalho: criação e direção de
Clarabóia e Estudos para clarabóia (2010-2012) ao
lado de Morena Nascimento (Prêmio Klauss Vianna 2013, Fomento à Dança 2012 e
eleito melhor espetáculo de dança no Guia da Folha de 2012);
Tempest - criação coreográfica a convite e em parceria com Daniel
Fagundes (Prêmio Cultura Inglesa 2012); concepção e direção de
Erosão ao lado de Robson Ferraz (Prêmio Klauss Vianna 2012);
Um leite Derramado (BIenal SESC de Dança 2009); Toró
(2009), performance e instalção multimídia; entre outros,
tendo ainda vencido o quadro Dança no Gelo, TV Globo, ao
lado de Leandro do KLB, como patinadora, em 2008. Fundou em 2013 sua plataforma
de produção Cerco COREOGRÁFICO.
Diretora teatral e dramaturga fundadora
do Teatro Antropomágico. Ela é autora de livros e artigos no Brasil e exterior,
entre eles “Coreodramaturgia: uma dramaturgia para dança”.
“Pega-teatro – um estudo antropológico sobre o jogo
dramático”. Entre suas criações de espetáculos, destacamos “Pra
Weidt o velho” realizado com Atelier de Bailarinos
Santistas para a Bienal Internacional SESC de Dança - 2007. Ex-professora do
Departamento de Artes Corporais da Unicamp (1987 – 2007) e ex-professora
visitante do Departamento de Musica e Espetáculo da Universidade de Bolonha
(1992 – 2002).
Sobre Robson
Ferraz
É artista, pesquisador e arte-educador
graduado em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em seus
últimos trabalhos, transita por diferentes abordagens da criação cênica como
estratégia de reconhecimento do seu campo investigativo: as relações entre
corpo, identidade e sexualidade. Seus trabalhos recentes 2010-2012
(Pistilo, Ginástica Selvagem e Erosão) resultam de
uma parceria com a coreógrafa Andreia Yonashiro. Foi contemplado com o Prêmio
Funarte Klauss Vianna 2011, Proac LGBT e Co-patrocínio de Primeiras Obras (CCJ)
2010. Entre 2006 e 2009 atuou na Borelli Cia de
dança.
Sobre Edson
Calheiros
Iniciou os estudos de dança e teatro em
1994. Atuou como intérprete nas companhias Corpos Nômades e
Borelli. Criou em 2005 o solo Recluso c.3.3. e em 2006 o
duo Desculpe o Transtorno. Estreou em 2008 o solo Memorial
do quarto escuro, com direção de Nana Pequini, e Our Love is like
the flowers, the rain, the sea and the hours. Trabalha atualmente em
parceria com Robson Ferraz na Associação Desvio de dança. É mestrando em
Artes da Cena no Instituto de Artes da Unicamp.
Ficha técnica:
A Flor Boiando Além da
Escuridão.
Coreodramaturgia
e direção: Joana Lopes. Interpretação: Andreia Yonashiro. Composição, releitura da música Amapola e
arranjos: Zeka Lopez. Desenho de luz e figurino: Joana Lopes. Projeto técnico e implantação de luz:
André Boll Fotografia: Inaê Coutinho. Realização: Teatro Antropomágico e
Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 35
minutos. Classificação: 12
anos.
Ginástica Selvagem.
Direção
e coreografia: Andreia Yonashiro. Elenco: Edson Calheiros e Robson
Ferraz. Cenário e projeção em vídeo:
Andreia Yonashiro. Música: Edson
Calheiros, Robson Ferraz e Andreia Yonashiro. Fotografia: Edi Fortini e Priscilla
Davanzo. Realização: Associação
Desvio e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 45 minutos. Classificação: 12
anos.
Para Roteiro:
A FLOR BOIANDO ALÉM DA
ESCURIDÃO
e GINÁSTICA
SELVAGEM
– Espetáculo de dança formado por duas
coreografias.
Dias 3 e 4 de outubro - Centro da Cultura Judaica -
Rua Oscar Freire, 2.500 –
Sumaré - São Paulo. Telefone -
3065-4333. Temporada - Quinta e
sexta às 20h30. Local - Teatro.
Capacidade – 296 lugares. Ingressos – Grátis – retirar com 1 hora
de antecedência.
De 10
a 13 de outubro
- Galeria Olido –
Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo. Telefone - 3331-8399 / 3397-0171. Temporada - Quinta
a sábado, às 20h e domingo, às 19h. Local - Sala Paissandu. Capacidade – 236 lugares. Ingressos - Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Premiada bailarina Andreia Yonashiro apresenta duas coreografias no Centro da Cultura
Com influência de Kazuo Ohno e
do
esporte, Andreia Yonashiro dança
no
Centro da Cultura Judaica e Galeria
Olido
O universo do mestre do teatro butô japonês é
retratado
pela intérprete. Na segunda performance, dois bailarinos
dançam coreografia inspirados nos jogos
esportivos
A bailarina e coreógrafa
Andreia Yonashiro (que dirigiu ao lado de Morena Nascimento os espetáculos
Clarabóia, 2010, e Estudos para Clarabóia, 2013) mostra duas coreografias do seu
repertório em apresentações em São Paulo. As performances A
Flor Boiando Além da Escuridão e Ginástica Selvagem serão
apresentadas juntas, uma seguida da outra, dias 3 e 4 de outubro, quinta
e sexta, às 20h30, no Centro da Cultura
Judaica e de 10 a 13 de outubro, quinta a sábado, às 20h e domingo,
às 19h, na Galeria Olido. Os
espetáculos tem duração, respectivamente, de 35 e 45 minutos. De
graça.
Bailarinos
esquecidos e coreografias revolucionárias inspiram a criação de A
Flor Boiando Além da Escuridão, criado e dirigido por Joana Lopes, com interpretação solo de
Andreia Yonashiro e composição
musical de Zeka Lopez. O espetáculo
estreou em 2008 no evento em homenagem ao centenário de Kazuo Ohno (1906-2010), promovido pela Universidade
de Bolonha, com curadoria de Eugenia Casini Ropa. A diretora traz de volta à cena trechos de
algumas personagens
femininas que habitaram os 100 anos de poesia do mestre do teatro butô, Kasuo
Ohno: La Argentina (1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno dançando La
Argentina.
Na segunda parte do programa, Andreia Yonashiro apresenta a
coreografia Ginástica Selvagem, criada por ela
em parceria com os bailarinos Robson Ferraz e Edson Calheiros. O espetáculo traz
jogos coreográficos entre dois homens que também partem de princípios da dança
moderna, porém, deslocando a sua relação tradicional com a música. Sua trilha
sonora é composta por recortes musicais que não estão associados à dança,
traçando um questionamento que remonta aos embates que geraram as grandes
revoluções recentes na dança cênica, da modernidade à contemporaneidade.
Os
espetáculos são fruto do encontro do Cerco Coreográfico (grupo de Andreia
Yonashiro) e o Teatro Antropomágico (de Joana Lopes). O intuito é criar um espaço de produção que
investiga como a coreografia pode ser entendida nos dias atuais e aliada
à tradição da dança moderna, que influenciou os mais importantes bailarinos do
Século 20.
A
parceria entre as artistas, que começou em 2002, busca trabalhar novos
paradigmas para as formalidades coreográficas. “Fui convidada para ser bailarina de A Flor Boiando Além da Escuridão e já
vinha de uma formação alinhada com o trabalho do Teatro Antropomágico, que propõe uma dramaturgia para dança.
Nossa parceria revê a noção tradicional de coreografia, pois trata de estados de
energia que se materializam em movimento”, explica Andreia
Yonashiro.
As duas obras, que estão no
mesmo programa, são criações individuais em tempos diferentes, com estéticas
diferentes, mas existe uma fundamentação comum, que é a releitura das relações
entre a arte e a ciência.
A Flor Boiando Além da Escuridão
Uma mulher transita entre a luz e a escuridão interpretando
personagens femininas que habitaram os 100 anos de poesia do bailarino japonês
Kazuo Ohno (1906-2010): La Argentina
(1932), Mary Wigman (1927) e Kazuo Ohno Dançando La Argentina. A
interpretação da bailarina revela uma visão filosófica e artística da dança
moderna japonesa influenciada pelo expressionismo alemão das primeiras décadas
do século 20.
O
espetáculo recupera as coreografias para depois transformá-las em pequenos
fragmentos expressionistas que instigaram Kazuo Ohno a desafiar suas
tradições cênicas milenares. “É uma inflexão na minha história de criação
artística. Reuni referências que são partes da dança e do teatro com a essência do expressionismo para criar a coreodramaturgia, interpretada por
uma bailarina-atriz num campo de luz e
sombra, quando vive uma única personagem inspirada em Kazuo Ohno”, fala a
diretora Joana Lopes.
A
composição musical original de Zeka Lopez é uma releitura do clássico Amapola, da década de 20, dançado por
Kazuo Ohno. Apenas um corpo nu e um lenço japonês são suficientes para vestir o
personagem transformado em outros por Andrea Yonashiro - que
recebeu recentemente os prêmios Klauss
Vianna 2013 e Fomento à Dança 2012 (por Clarabóia) e Prêmio Klauss Vianna 2012
(por Erosão).
“Não desejamos reproduzir as coreografias de Kazuo Ohno nem a
filiação à escola de Butô, um gênero de dança iniciado por ele, mas levá-lo à
cena percorrendo caminhos de luz e sombra de devaneios e dores”, completa a
diretora.
Ginástica Selvagem
Em Ginástica
Selvagem, dois homens executam movimentos simples que são
coreografados por meio de jogos, trazendo à cena o espírito dos jogos
esportivos. Cada momento propõe desafios coreográficos. Eles se afastam e se
aproximam, gerando o brilho na pele com o suor que evidencia a forma de cada
músculo que trabalha. E assim, evocando uma sensação narrativa que retrata as
possibilidades de contato e intimidade entre dois homens.
Para a coreógrafa e
diretora Andreia
Yonashiro, “tudo parte de uma ideia
muito simples de ver o movimento de aproximação e afastamento de dois homens e o
espaço vazio entre eles. Grande parte da dança acontece no silêncio, ela é
cortada por músicas, mas o ritmo da trilha não define o ritmo da dança. A
organização detalhada da dança não está pautada na música, mas num estudo
detalhado do movimento”.
Os
movimentos foram criados em um processo colaborativo de estudo. A coreografia
não repete a forma visível dos passos de dança, mas organiza um conhecimento de
como o movimento pode ou não acontecer. “É como num jogo de futebol, as
trajetórias dos jogadores nunca são as mesmas, mas mesmo assim, não deixa de ser
futebol. Então, os movimentos são criados pelos bailarinos a cada dia de
apresentação, mas respeitando uma organização composicional da dança”, fala a
diretora.
Sobre Andreia
Yonashiro
Nasceu em São Paulo, SP, 1982. Vive e
trabalha em São Paulo. Iniciou seus estudos em balé em escolas de São Paulo e
dança moderna com Ruth Rachou na adolescência, ao mesmo tempo em que treinava e
competia no Brasil e Estados Unidos a patinação artística sobre gelo. Ao
frequentar cursos com os artistas Paulo Monteiro, José Resende, Iran Espírito
Santo entre outros, iniciou uma produção em artes visuais.
Em 2001 realiza sua Exposição
Individual no Centro Cultural São Paulo e logo em seguida inicia o curso de
dança na Universidade Estadual de Campinas. Lá, aprofunda seus estudos sobre
as técnicas de dança e sua relação com a composição coreográfica,
dedicando-se à criação e à pesquisa. Teve dois projetos de pesquisa financiados
pelo CNPq na área de arte e ciência investigando uma releitura das
propostas de Rudolf Laban a partir da topologia, e do Modelo Padrão da Matéria,
tendo os Porf. Dr. Adolfo Maia e a Profa. Joana Lopes como
orientadores.
Cruzando as influências de seu percurso
assimétrico, nos últimos 10 anos tem atuado como bailarina, diretora/coreógrafa
e professora, destacando seus trabalho: criação e direção de
Clarabóia e Estudos para clarabóia (2010-2012) ao
lado de Morena Nascimento (Prêmio Klauss Vianna 2013, Fomento à Dança 2012 e
eleito melhor espetáculo de dança no Guia da Folha de 2012);
Tempest - criação coreográfica a convite e em parceria com Daniel
Fagundes (Prêmio Cultura Inglesa 2012); concepção e direção de
Erosão ao lado de Robson Ferraz (Prêmio Klauss Vianna 2012);
Um leite Derramado (BIenal SESC de Dança 2009); Toró
(2009), performance e instalção multimídia; entre outros,
tendo ainda vencido o quadro Dança no Gelo, TV Globo, ao
lado de Leandro do KLB, como patinadora, em 2008. Fundou em 2013 sua plataforma
de produção Cerco COREOGRÁFICO.
Diretora teatral e dramaturga fundadora
do Teatro Antropomágico. Ela é autora de livros e artigos no Brasil e exterior,
entre eles “Coreodramaturgia: uma dramaturgia para dança”.
“Pega-teatro – um estudo antropológico sobre o jogo
dramático”. Entre suas criações de espetáculos, destacamos “Pra
Weidt o velho” realizado com Atelier de Bailarinos
Santistas para a Bienal Internacional SESC de Dança - 2007. Ex-professora do
Departamento de Artes Corporais da Unicamp (1987 – 2007) e ex-professora
visitante do Departamento de Musica e Espetáculo da Universidade de Bolonha
(1992 – 2002).
Sobre Robson
Ferraz
É artista, pesquisador e arte-educador
graduado em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em seus
últimos trabalhos, transita por diferentes abordagens da criação cênica como
estratégia de reconhecimento do seu campo investigativo: as relações entre
corpo, identidade e sexualidade. Seus trabalhos recentes 2010-2012
(Pistilo, Ginástica Selvagem e Erosão) resultam de
uma parceria com a coreógrafa Andreia Yonashiro. Foi contemplado com o Prêmio
Funarte Klauss Vianna 2011, Proac LGBT e Co-patrocínio de Primeiras Obras (CCJ)
2010. Entre 2006 e 2009 atuou na Borelli Cia de
dança.
Sobre Edson
Calheiros
Iniciou os estudos de dança e teatro em
1994. Atuou como intérprete nas companhias Corpos Nômades e
Borelli. Criou em 2005 o solo Recluso c.3.3. e em 2006 o
duo Desculpe o Transtorno. Estreou em 2008 o solo Memorial
do quarto escuro, com direção de Nana Pequini, e Our Love is like
the flowers, the rain, the sea and the hours. Trabalha atualmente em
parceria com Robson Ferraz na Associação Desvio de dança. É mestrando em
Artes da Cena no Instituto de Artes da Unicamp.
Ficha técnica:
A Flor Boiando Além da
Escuridão.
Coreodramaturgia
e direção: Joana Lopes. Interpretação: Andreia Yonashiro. Composição, releitura da música Amapola e
arranjos: Zeka Lopez. Desenho de luz e figurino: Joana Lopes. Projeto técnico e implantação de luz:
André Boll Fotografia: Inaê Coutinho. Realização: Teatro Antropomágico e
Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 35
minutos. Classificação: 12
anos.
Ginástica Selvagem.
Direção
e coreografia: Andreia Yonashiro. Elenco: Edson Calheiros e Robson
Ferraz. Cenário e projeção em vídeo:
Andreia Yonashiro. Música: Edson
Calheiros, Robson Ferraz e Andreia Yonashiro. Fotografia: Edi Fortini e Priscilla
Davanzo. Realização: Associação
Desvio e Cerco COREOGRÁFICO. Duração: 45 minutos. Classificação: 12
anos.
Para Roteiro:
A FLOR BOIANDO ALÉM DA
ESCURIDÃO
e GINÁSTICA
SELVAGEM
– Espetáculo de dança formado por duas
coreografias.
Dias 3 e 4 de outubro - Centro da Cultura Judaica -
Rua Oscar Freire, 2.500 –
Sumaré - São Paulo. Telefone -
3065-4333. Temporada - Quinta e
sexta às 20h30. Local - Teatro.
Capacidade – 296 lugares. Ingressos – Grátis – retirar com 1 hora
de antecedência.
De 10
a 13 de outubro
- Galeria Olido –
Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo. Telefone - 3331-8399 / 3397-0171. Temporada - Quinta
a sábado, às 20h e domingo, às 19h. Local - Sala Paissandu. Capacidade – 236 lugares. Ingressos - Grátis – retirar com 1 hora de antecedência.
domingo, 22 de setembro de 2013
Clássico
O ator, cantor, dançarino, e, intérprete do saudoso Tim
Maia, Tiago Abravanel, (foto), neto de Sílvio Santos, vai estar com o magnífico
maestro João Carlos Martins, dia 10-9-13, terça-feira, no Teatro Bradesco. Além
das músicas populares e sucessos consagrados, o público irá se encantar com o
repertório de Bach e Beethoven. Imperdível!
Tiago Abravanel e maestro João Carlos
Martins
(foto de Fernando
Mucci)
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
LISTA DE FAMOSOS NA INAUGURAÇÃO DO RANCHO DO SERJÃO
No próximo dia 5 de setembro, quinta-feira, às 21h30, o músico Sérgio Reis inaugura sua nova casa noturna, o Rancho do Serjão ABC, em São Bernardo do Campo. O músico receberá convidados famosos como a cantora Paula Fernandes, Daniel, Almir Sater, Frank Aguiar, a dupla Zé Henrique e Gabriel, Cezar e Paulinho, o cantor Amado Batista, Xororó, Moacir Franco, Renato Teixeira, Beth Guzzo, Péricles, as irmãs Galvão e Eduardo Araujo, entre outros. O Rancho do Serjão é uma balada sertaneja premium que teve o custo de 3 milhões, e a proposta é trazer cantores e duplas famosas para shows mais intimistas num ambiente diferenciado.
O tradicional bar sertanejo na Vila
Madalena terá como filial uma balada para duas mil pessoas em São Bernardo do
Campo
São Paulo, agosto de 2013 - O consagrado bar temático Rancho do Serjão, há
14 anos na Vila Madalena, inaugura o seu segundo empreendimento em
setembro, em São Bernardo do Campo. A balada que custou cerca de R$ 3 milhões
tem como um dos sócios o músico Sérgio Reis. A casa abrirá as portas na
principal avenida da cidade.
A filial do ABC terá como alvo o público premium. Fãs da música sertaneja universitária e da música
sertaneja de raiz poderão curtir apresentações de músicos da noite e de
cantores e duplas famosas em versões intimistas, além de desfrutar de uma
excelente infraestrutura que inclui gastronomia de qualidade, bebidas
exclusivas, fumódromo e ambientes que esbanjam conforto e sofisticação.
O Rancho do ABC possui capacidade para
duas mil pessoas. São 1100 m² distribuídos
em três andares. Pista para 1700 pessoas, camarote com lounge para 200 pessoas e área VIP para 200 pessoas, com lounge, balcão e restaurante. De
qualquer lugar a visão do palco é irrestrita. A proximidade do palco com o
público é um dos diferenciais.
Os três ambientes têm bares que servem
separadamente a cada setor. A decoração da casa também é singular. Mistura-se
harmoniosamente o rústico e o moderno. O pé direito de 10 metros de altura da
pista e uma praça com uma jabuticabeira de 20 anos, trazida especialmente para
remontar o clima do interior elevam o charme e a grandiosidade desta casa.
Mantendo-se fiel às suas raízes, a culinária brasileira foi escolhida
para compor o cardápio do Rancho do Serjão. O público terá como opção os
melhores pratos e petiscos da culinária sertaneja e nordestina. Na carta de bebidas, chope, cervejas,
cervejas artesanais nacionais e internacionais, além de drinques feitos com
frutas exóticas.
O Rancho do Serjão inaugura no próximo dia 5 de setembro, quinta-feira,
às 22h. A primeira noite será aberta apenas para amigos e convidados. A casa funcionará
de quinta a sábado, das 22h até o último cliente. A atração musical da noite de inauguração será feita
pelo próprio Sérgio Reis. Ele receberá no palco músicos convidados que irão
prestigiá-lo e farão junto com o cantor ‘palinhas’ dos clássicos da música
sertaneja.
Imagens: divulgação
Croqui
da fachada e da praça da jabuticabeira.
Serviço:
Rancho do Serjão ABC
Endereço: Avenida Kennedy, nº 792. São Bernardo do Campo.
Telefones: 4121-6799
Horário de funcionamento: quinta a sábado das 22h até o último
cliente.
Aceita todos os cartões: sim.
Estacionamento: vallet R$ 20,00
Acessibilidade: total.
Chapelaria: R$ 5,00.
Fumodromo: sim
Wi-Fi: sim
Aceita reservas e fecha camarotes para eventos de qualquer
natureza.
Vendas de ingressos e venda de ingressos pelo site.
www.ranchodoserjao.com.br
Artista internacional visita Rio de Janeiro para conhecer a cultura das comunidades
O
renomado diretor James Wade, conhecido mundialmente, está no Brasil para
conhecer a cultura local das comunidades carioca. A ação é resultado de uma
parceria entre James, o jogador brasileiro de futebol australiano Harry O’Brien,
e tem apoio da marca Ta de Soci.
“Eu
tive a grande oportunidade de conhecer meu camarada Harry O'Brien durante a
turnê de um trabalho, na Austrália, em 2011, e ele falava tão apaixonadamente
sobre Rio e as pessoas de lá que me apaixonei. Foram muitas conversas e senti a
necessidade de experimentar algo no Rio. Aqui tudo me inspira! Estou me
conectando com as pessoas e artistas, principalmente rostos desconhecidos que
fazem música boa nas comunidades cariocas” - declara James.
James têm criado conteúdo visual e de áudio
com notáveis artistas como Oliver Stone, Dead Prez, 2Pac, Outlawz, Snoop Dogg
que agora é Snoop Lion, Kurupt, Dungeon Family, Goodie Mob, Talib Kweli, Sway
(MTV), David Banner, Angie Stone, Fishbone, Suicidal Tendancies, Caviar, DMX,
E-40, Saul Williams, Russell Simmons, entre outros.
Além
de um diretor conceituado, o artista é rapper, Media Producer, e ativista
com mais de uma década de experiência na música e na indústria do
entretenimento, e após alguns anos no circuito independente em Los Angeles, EUA,
teve a oportunidade de gravar junto à equipe LAFCO (LA Cineastas Co-Op), e
produzir um DVD e revista semanal on-line chamada “Reel Talk”, produzido em
torno das pessoas, na arte e realidade da vida de Jordan Downs Projetos, Watts
CA. (Menace 2 Society), embarcando depois, numa turnê monumental independente
com LAFCO, em 2006, para criar o documentário "Behind the Wheel", que levou
James Wade para Atlanta GA.
Em
constante evolução, com o tempo, em parceria com Pezo Jonson, James criou a
série revolucionária na internet "Make it Rain in the Hood", colaborando com
celebridades e atletas com recursos para os desabrigados, com um projeto de
música com Dungeon - membros da família Malaquias, conhecida como ATL.A, que
mistura a Costa Oeste com Atlanta em um emotivo dueto, somente comparável aos
músicos Outkast, ou Gnarles Barkley.
E,
recentemente, James criou um DVD Soundtrack que está fazendo sucesso, intitulado
como “Medicated & Motivated”, que tornou-se uma campanha inspirada em suas
irmãs que em 2010, suicidaram-se - com objetivo de conscientizar as pessoas
evitar tal ato.
Com
bagagem musical de sobra, James está no Brasil para conhecer as favelas do Rio
de Janeiro, e colaborar musicalmente com seus recursos para produzir vídeos que
mostrem o dia a dia dos MC’s, como são organizados as rodas e bailes funks,
captando a essência que envolve o estilo musical que representa as
comunidades.
“Resolvi estender minha estadia por conta
dessas pessoas que estou conhecendo, a maioria dos headliners costuma fazer
visitas curtas. Estamos abrindo as portas para novas e excitantes colaborações
com músicos, cantores, produtores, meios de comunicação, organizadores, MCs e a
comunidade em geral. Com tudo isso, tenho certeza que vou produzir um vídeo bem
interessante que mostra o dia a dia dos MC’s, como são organizados as rodas e
bailes funks, captando a essência que envolve o estilo musical que representa as
comunidades, mostrando isso para um o mundo com um novo olhar, um olhar não só
de um produtor, mas de um novo cidadão carioca” – afirma James.
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