terça-feira, 31 de julho de 2012

Colunas & Notas



Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Novo Batman não cumpre exatamente o que prometeu.
C&N

Como não poderia deixar de ser, a sessão de imprensa de “Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge” foi uma das mais concorridas dos últimos tempos. Confesso que não conhecia 80% dos presentes, pessoas que quase nunca estão nas cabines de outros filmes, digamos, “menos badalados”. Não sei se são fãs, convidados, especialistas em quadrinhos, amigos, mas o fato é que esta tal “cabine” (nome dados às sessões para a imprensa) foi razoavelmente diferente das tradicionais que acontecem praticamente todos os dias para os jornalistas.
Mas vamos ao filme. Após tanta expectativa, o que dizer do desfecho desta nova trilogia? A primeira impressão é que este novo Batman não cumpre exatamente o que prometeu. Christopher Nolan, invariavelmente um ótimo diretor, não conseguiu desta vez dar unidade ao filme, que se mostra irregular, alternando espetaculares cenas de ação (a do início, por exemplo, é vertiginosa) com longos momentos de intermináveis diálogos explicativos (há muitas subtramas a serem explicadas) que chegam a causar sonolência. Na verdade, passada a fantástica sequência inicial envolvendo dois aviões, o filme mergulha num longo período de preparação onde prevalece o didatismo dos diálogos e uma cansativa insistência sonora da onipresente trilha sonora de Hans Zimmer, que pode até ter qualidades, mas que tem sua força diluída pelo exagero.
No terço final, a ação volta a ganhar espaço, com momentos realmente épicos, impressionante riqueza de produção, e alguma (boa) discussão sobre os tênues limites que separam o que pode ser considerado certo do que pode ser considerado errado. Aliás, a ausência de maniqueísmo, a humanização dos personagens e a quebra do velho parâmetro “Mocinho contra Bandido” permanecem sendo as melhores qualidades da franquia.
Há, porém, um tom novelesco que empana o brilho cinematográfico. Parar a ação cênica e abrir espaço para discursos teatrais que explicam didaticamente as motivações dos personagens é um recurso que passa longe daquilo que apreciamos como cinema. Por mais que possa ser eficiente na linguagem dos quadrinhos, funciona mal nas telas. Ilustrado ou não por flashbacks.
Sente-se mais claramente esta limitação de linguagem cinematográfica em cenas que, a princípio, deveriam conter forte dose dramática, mas que acabam surgindo de maneira quase burocrática. Como, por exemplo, o rompimento de Bruce Wayne com Alfred. A revelação final do verdadeiro vilão da trama também passa por um indisfarçável e indesejável viés operístico.
São problemas contrabalançados pela espetacularização dos grandes momentos épicos e pela marcante presença da nova Mulher Gato, agora vivida por uma intensa e vibrante Anne Hathaway. O elenco britânico (Christian Bale, Gary Oldman, Michael Caine) dá um show e Morgan Freeman sempre esbanja simpatia, mas falta carisma para Marion Cotillard capitanear um personagem tão importante.
Graças à força do septuagenário personagem e à ansiedade que o marketing conseguiu criar, não há dúvidas que “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” será um mega sucesso de bilheteria, mas certamente deixará em muitos fãs as saudades do anterior “O Cavaleiro das Trevas” (bem superior) e seu inesquecível Coringa. Veja aqui o trailer Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises - EUA / Reino Unido - 2012 - 165’) Direção: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Tom Hardy, Liam Neeson, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Gary Oldman, Morgan Freeman, Marion Cotillard e Michael Caine, entre outros.
Distribuição: Warner Bros.

Johnny Mercer – The Dream's on Me
“Johnny Mercer é o maior dos compositores populares. Eu acho que isto tem a ver com o fato dele ser do sul. Ele tem o sentido descritivo de um Mark Twain e as melodias de Stephen Foster". - E.Y.Harburg
C&N
Johnny Mercer é um nome que muitos não conhecem, mas posso garantir que enquanto estiver assistindo a este documentário você irá exclamar: Não me diga que ele também escreveu esta música!
Um letrista cujo humor aguçado e sentimentalismo, assim como seu olhar para o talento, definiram a música popular norte-americana, da Grande Depressão até o início dos anos 1970. Mercer escreveu clássicos tais como “Moon River”, “Jeepers, Creepers, "Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive", e "One for My Baby (And One More for the Road)". Bem, se você já assistiu Pernalonga e Patolino cantando "My momma done told me..." então você já ouviu Johnny Mercer. Eles estão fazendo um riff de sua composição “Blues in the Night”, escrita em parceria com Harold Arlen em 1941.
18 de novembro, de 2009, marcou o centenário de nascimento de Mercer, e por conta desta ocasião Clint Eastwood (produtor executivo), Bruce Ricker (direção) e a Turner Classic Movies se uniram para fazer Johnny Mercer – “The Dream's on Me” (Warner Brothers DVD), um documentário comemorativo, com este nome vindo de outra canção de 1941 que ele fez em parceria com Arlen. O filme é parte biografia, parte imagens de arquivo e parte recontextualização, tomando as músicas de Mercer e as colocando nas mãos de cantores atuais como Jamie Cullum e Dr.John para mostrar que ainda hoje elas são relevantes.
Ricker construiu o documentário baseado nas canções, deixando que elas criassem o mapa pelo qual se navega pela história de Mercer. Ele cobre todos os aspectos da vida de Mercer: a infância em Savannah (Georgia), a trilha que percorreu até chegar a Hollywood e Broadway, seu amor por sua esposa Ginger e o affair com Judy Garland, as várias parcerias musicais, e um aspecto de sua vida que eu não sabia, que Johnny Mercer foi um dos cofundadores da Capital Records, sendo o cantor Nat “King” Cole um de seus primeiros artistas, fato este que “transcendeu as profundas barreiras raciais na indústria fonográfica”. Mercer compôs canções avulsas e muitas para o cinema. Foram para pelo menos 95 filmes – dramas, comédias ou musicais –, que lhe renderam 18 indicações ao Oscar das quais venceu quatro: "On the Atchison, Topeka and the Santa Fe" (música de Harry Warren) para As Garçonetes de Harvey (The Harvey Girls, 1946), "In the Cool, Cool, Cool of the Evening" (música de Hoagy Carmichael) para Órfãos da Tempestade (Here Comes the Groom, 1951), "Moon River" (música de Henry Mancini) para Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961), e "Days of Wine and Roses" (música de Henry Mancini) para Vício Maldito (Days of Wine and Roses, 1962). Outros trabalhos de Mercer para o cinema incluem Bonita Como Nunca (You Were Never Lovier, 1942 - música de Jerome Kern), Ver, Gostar, Amar (The Belle of New York, 1952 - música de Harry Warren), Sete Noivas Para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers,1954 – música de Gene DePaul), Papai Pernilongo (Daddy Long Legs, 1955), Laura (1944, música de David Raksin) e uma que virou o hino de Hollywood: "Hooray for Hollywood" para o filme Hotel de Hollywood (Hollywood Hotel, 1937 – música de Richard Whiting). Também compôs para musicais da Broadway, mas se ganhou muito respeito não encontrou grande sucesso por lá. St. Louis Woman (1946), escrito com Harold Arlen, continha “Come Rain or Come Shine” e um dos melhores scores já escritos para a Broadway, mas o libreto acabou com a produção. Em 1949 Mercer e Robert Emmet escreveram Texas, Li’l Darlin’, que teve uma carreira respeitável. Top Banana (1951) estrelou Phil Silvers (um dos maiores comediantes da TV norte-americana), e desta vez o próprio Mercer escreveu a música. O maior sucesso dele para a Broadway foi Li’l Abner (1956) – já resenhado por mim no C&N – o qual ele escreveu com Gene de Paul. Mercer e Arlen unir-se-iam novamente para o fracasso lamentável de Saratoga (1959), mais uma vez com um score subestimado. Seu último show da Broadway foi Foxy, com música de Robert Emmett Dolan. O show fechou prematuramente em 1964. O último score dele para os palcos foi para uma produção londrina chamada Good Companions (1974), para a qual Andre Prévin escreveu a música. Embora Mercer tenha afirmado nunca ter acertado um sucesso na Broadway, o que não é bem uma verdade, suas canções permanecem trabalhos de primeira linha para o teatro musical.
Ilustrando tudo isso clipes relevantes são exibidos, na maioria de shows da TV americana, dos anos 1950 e 1960, estrelando Nat “King” Cole, Andy Williams, Lena Horne, Dinah Shore, Barbra Streisand, Louis Prima & Keely Smith, e muitos outros – mais notadamente o próprio Mercer na maioria deles. Também há um monte de filmagens posteriores de Mercer aparecendo no talk-show de Merv Griffin e em outro da BBC falando de sua arte. Ele é um contador de causos elegante e divertido, muitas vezes deixando escapar uma anedota sobre alguma canção.
Intercalado a narrativa temos Eastwood ou organizando as performances em um estúdio, sentado ao lado do compositor John Williams, ouvindo histórias de Michael Feinstein, ou ensaiando cantores como Maude Maggart ou até mesmo sua própria filha. Também há novas entrevistas com Blake Edwards, Andre Prévin, Tony Bennett e Julie Andrews, todos os quais ou colaboraram com Mercer ou de alguma forma interpretaram a sua música, além de depoimentos como os do crítico de cinema Leonard Maltin, do musicólogo Jonathan Schwartz e do compositor Alan Bergman.
No total, Johnny Mercer – “The Dream's on Me” é um olhar informativo e animado sobre um homem e a sua arte, um testamento da vitalidade de sua obra e uma apreciação da mente criativa que está por detrás disso tudo. A gente fica conhecendo a vasta influência de Mercer assim como sua excelente carreira como artista (assista aqui o próprio Mercer cantando Jamboree Jones).
Tecnicamente o DVD em si tem uma imagem muito boa em widescreen, a resolução é nítida, as cores intensas e fica evidente que até mesmo as filmagens antigas foram colhidas das melhores fontes possíveis. O som stereo é ótimo, com um trabalho muito bem feito para nos dar gravações límpidas das músicas, o que é muito importante. Legendas em inglês para surdos-mudos estão disponíveis, o que também ajuda os que leem inglês melhor do que ouvem.  Johnny Mercer – “The Dream's on Me” é um DVD duplo onde no DVD 1 temos o documentário de 90 minutos, e no DVD 2 os bônus. A maior parte dos extras são sequências prolongadas e performances a partir do próprio documentário. No "At the Piano with Clint Eastwood" temos uma sessão de oito minutos de Clint com John Williams e seis minutos com Jamie Cullum, debatendo a técnica e a influência de Mercer. “Studio performances” são as gravações de estúdio que foram extraídas do documentário, e aqui são mostradas na totalidade. São dez canções, cerca de 35 minutos, estrelando Jamie Cullum, Dr. John, John Williams, Cleo Laine, Morgan Eastwood, Maude Maggart, Audra McDonald, e Michael Feinstein. Você pode selecionar cada canção individualmente ou escolher "play all" para ouvi-las de uma vez. Também temos dois slideshows com fotos da família e belas aquarelas pintadas por Mercer, com narração de sua sobrinha Nancy Gerard, e um ensaio biográfico para ser lido na tela, escrito por Glenn T. Eskew.
Johnny Mercer – “The Dream's on Me” é um documentário muito bem feito sobre o lendário e prolífico compositor, morto aos 67 anos. O homem por trás de sucessos como That Old Black Magice Moon River era um criador incessante, um indivíduo complexo, e esta celebração ao seu trabalho põe a música no centro das atenções, combinando performances antigas e novas. É um retrato informativo de um talento deveras especial. Para qualquer fã de filmes antigos ou do autêntico jazz, é bem possível que já tenha apreciado a carpintaria musical dele, e Johnny Mercer – “The Dream's on Me” fará você apreciá-la ainda mais.
Alpha
Cláudio Erlichman é publicitário e produtor cultural.
Novas da Tela
Enquanto bilheterias descem, o home-vídeo sobe.
C&N
Contrariando todas as expectativas, a bilheteria de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge subiu quase 40% de sexta para sábado, e o filme de Christopher Nolan acabou liderando o fim de semana mais uma vez, com US$ 64,1 milhões. “Vizinhos Imediatos de 3º Grau (The Watch) bombou no mau sentido, com US$ 13 milhões, e “Ela Dança, Eu Danço 4” (Step Up Revolution) estreou com apenas US$ 11,8 milhões.
A alta da bilheteria de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” ajudou a compensar a queda durante a semana, totalizando US$ 289,1 milhões, em 10 dias. Comparando, o filme anterior da série, “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, caiu 53% do primeiro para o segundo fim de semana, faturando US$ 75 milhões, contra 60% de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Vizinhos Imediatos de 3º Grau” faturou somente US$ 13,5 milhões na estreia, mais um duro golpe para Ben Stiller, que estrela esta comédia de ficção, com censura 18 anos, ao lado de Vince Vaughn, Jonah Hill e Richard Ayoade. No início do ano, Stiller já havia decepcionado com “Roubo nas Alturas. Vizinhos Imediatos de 3º Grau” custou US$ 68 milhões e recebeu uma nota “C+” da CinemaScore. Estreia em 14 de setembro no Brasil.
Ela Dança, Eu Danço 4”, que estreia no Brasil em 24 de novembro, abriu com US$ 11,8 milhões, um pouco abaixo dos outros três filmes da franquia (o anterior abriu com US$ 15,8 milhões). “Ela Dança, Eu Danço 4”, lançado em 3D, recebeu uma nota “B+” da CinemaScore, mas suas críticas não foram boas. Algumas continuações também viram suas bilheterias subirem de sexta para sábado.
A Era do Gelo 4 subiu 32%, e terminou o fim de semana com US$ 13,3 milhões, ficando na 2ª posição, acumulando uma bilheteria doméstica de US$ 114,8 milhões.
Ted” também subiu 40% entre sexta e sábado, e já totaliza US$ US$ 193,7 milhões. Em seu quinto fim de semana ainda está entre as cinco maiores bilheterias da semana depois de perder somente 26% da receita, de uma semana para outra.
O Espetacular Homem-Aranha” faturou estimados US$ 6,8 milhões: uma queda de 38%, totalizando US$ 242,1 milhões. Totaliza US$ 654,8 milhões no mundo todo.
Valente”, o mais rentável desenho de 2012, caiu apenas 30% em sua sexta semana de exibição. Faturou US$ 4,2 milhões, elevando sua bilheteria total para US$ 217,3 milhões nos EUA e US$ 309,3 milhões no mundo todo.
Magic Mike”, o último filme de Channing Tatum, caiu 40% e faturou US$ 2,6 milhões, totalizando US$ 107,6 milhões em cinco semanas. Tatum estrelou mais três filmes este ano, e todos chegaram aos US$ 100 milhões. Note-se que nenhum deles era franquia ou filme de animação. E dois filmes de diretores consagrados fecharam a lista dos Top 10: “Selvagens, de Oliver Stone, caiu 47% e faturou US$ 1,8 milhão, mas ainda conseguiu a nona posição, totalizando US$ 43,9 milhões, enquanto “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson, perdia somente 24% e faturava US$ 1,4 milhão, totalizando US$ 38,4 milhões, e ficando com a 10ª colocação.
Internacional - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” dominou também o circuito internacional. Está em exibição em 17 mil cinemas de 57 países, e faturou US$ 122,1 milhões no fim de semana, que significaram um aumento de quase 40% em relação à semana passada, e elevaram a bilheteria internacional total para US$ 248,2 milhões. Aparentemente, o tiroteio na cidade de Aurora nos EUA, não afetou o segundo fim de semana de exibição internacional do filme, que ainda poderá alcançar os US$ 469 milhões faturados pelo filme anterior da franquia.
A Era do Gelo 4” ficou na segunda posição, já tendo ultrapassado o meio bilhão de dólares no exterior. Está em cartaz em 15.924 cinemas de 69 países e faturou US$ 49,4 milhões no fim de semana. O filme anterior fez US$ 693,9 milhões no exterior.
O Espetacular Homem-Aranha” já chegou a US$ 410 milhões. Ficou na quarta posição e está em cartaz em 9920 cinemas de 86 mercados, tendo sido a maior bilheteria em 30 deles. Ficou na quarta posição na semana
The Thieves abriu muito bem na Coreia do Sul. O thriller do diretor Choi Dong-hoon faturou US$ 16,5 milhões em cerca de 1100 cinemas e ficou com a 3ª posição internacional.
Valente está em cartaz em 24 países, o que significa cerca de 40% do mercado internacional. Faturou US$ 9,6 milhões, elevando sua bilheteria internacional para US$ 92 milhões. Ficou na 5ª posição internacional.
Madagascar 3: Os Procurados”, que faturou US$ 6,6 milhões num total de 2115 cinemas de 43 países, totalizando US$ 291,5 milhões. Estreia sexta feira em mais sete países, incluindo Japão e Hong Kong. “Ela Dança, Eu Danço 4” estreou em 10 países e faturou estimados US$ 5,2 milhões.
Independentes - O mercado independente foi bastante ativo no último fim de semana norte-americano. A comédia “Ruby Sparks”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris (“Pequena Miss Sunshine”), com Antonio Banderas no elenco e que estreia no Brasil em 28 de setembro pela Fox, abriu bem com US$ 152,000 em 13 cinemas, com uma ótima média por sala de US$ 11,683. Recebeu ótimas críticas e abre para mais 20 cidades na próxima sexta-feira.
O novo thriller de Matthew McConaughey, dirigido por William Friedkin, “Killer Joe”, faturou estimados US$ 38,000 em somente três cinemas, com uma média por sala de US$ 12,621.
Trishna”, de Michael Winterbottom, com Freida Pinto, abriu de 16 para 37 em seu terceiro fim de semana, faturando US$ 51,800, com uma média por sala de US$ 1,400.
Moonrise Kingdom” faturou US$ 1,626 em sua 10ª semana de exibição, fazendo US$ 1,3 milhão, mesmo depois de ter caído de 895 cinemas para 853. Totaliza US$ 38,5 milhões e deverá ultrapassar os US$ 40 milhões na semana.
Em sua oitava semana em cartaz, “Safety Not Guaranteed ganhou um belo empurrão do Facebook.
Baseada numa série de pedidos no site, a distribuidora Film District, lançou o filme em mais seis cidades e distribuiu ingressos grátis. Funcionou. O filme faturou US$ 164,000 - 4% acima da semana passada – totalizando US$ 3,1 milhões.
Intocáveis, que estreia no Brasil em 31 de agosto, teve seu melhor fim de semana em dois meses, faturando US$ 512,000 depois de abrir de 91 para 194 cinemas. Totaliza US$ 4,7 milhões, a melhor bilheteria estrangeira do ano.
Também estão em cartaz dois filmes sobre o presidente Obama. O documentário “2016 Obama's America, que critica o presidente dos EUA, faturou US$ 36,572 em seis cinemas com uma média de US$ 6,095. O outro documentário, “The Obama Effect”, dirigido e estrelado por Charles S. Dutton, fez somente US$ 1,000 em duas salas em sua segunda semana.
Balanço - Graças a “O Espetacular Homem-Aranha e “Homens de Preto 3”, a Sony chegou ao US$ 1 bilhão em 209 dias. A Sony foi o segundo estúdio a chegar à cifra em 2012. O primeiro foi a Disney. É a 11ª vez que a Sony consegue chegar ao US$ 1 bilhão de faturamento dentro do ano fiscal.
Com muitos espectadores ainda assustados com a tragédia no cinema do estado do Colorado, nenhum lançamento de maior porte e ainda a concorrência das Olimpíadas, as 20 maiores bilheterias do fim de semana somaram somente US$ 134 milhões – quantia pequena para uma bilheteria do mês de julho. Comparando, as bilheterias do 30º fim de semana de 2011 somaram US$ 179,666,783
As 10 maiores bilheterias faturaram estimados US$ 126,4 milhões, 25% abaixo do mesmo fim de semana do ano passado, quando “Cowboys & Aliens” estreou na primeira posição com US$ 36,4 milhões; e 2% abaixo de 2010, quando A Origem” ficou com a primeira posição com US$ 27,5 milhões.
Enquanto isso, a virada do home-vídeo, que começou ano passado, depois de sete anos de queda, continuou no primeiro semestre de 2012. Uma explosão nas assinaturas de streaming (assista enquanto baixa) foi a principal responsável pelo faturamento de US$ 8,4 bilhões do home-vídeo no primeiro semestre – 1,4% acima do mesmo período do ano passado. Os dados são do Digital Entertainment Group, bancado pelos grandes estúdios. Pela primeira vez, filmes distribuídos digitalmente, ultrapassaram os filmes alugados fisicamente no primeiro semestre, tendo os consumidores gasto US$ 1,2 bilhão com filmes baixados (para a televisão ou computador), um aumento de 81%. O video on demand de TVs a cabo ou satélite faturou US$ 478 milhões. O VOD subiu 11,6% em relação ao primeiro semestre de 2011. Em compensação, os consumidores gastaram quase US$ 1,1 bilhão alugando DVDs em locadoras e quiosques, o que pode parecer muito, mas indica uma queda de 27% em relação ao ano passado. E James Holmes ainda não havia espalhado o terror nas salas de cinema.

Bilheterias norte-americanas - Filmes de Estúdio no final de semana (fonte: Rentrak)

Filme
Semana (US$)
Total (US$)
1.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
13,300,000
289,086,359
2.
A Era do Gelo 4
13,000,000
114,847,214
3.
Vizinhos Imediatos de 3º Grau
11,800,000
13,000,000
4.
Ela Dança, Eu Danço 4
7,353,000
11,800,000
5.
O Ursinho Ted
6,800,000
193,618,600
6.
O Espetacular Homem-Aranha
4,237,000
242,052,610
7.
Valente
2,580,000
217,261,000
8.
Magic Mike
1,753,000
107,586,855
9.
Selvagens
1,387,359
43,898,570
10.
Moonrise Kingdom
1,320,000
38,396,927

Bilheterias internacionais - Filmes de Estúdio no final de semana (fonte: Rentrak)

Filme
Semana (US$)
Global (US$)
Países
1.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
122,100,000
537,286,359
58
2.
A Era do Gelo 4
49,400,000
628,947,214
70
3.
The Thieves
15,000,000
17,700,000
1
4.
O Espetacular Homem-Aranha
12,200,000
654,752,610
87
5.
Valente
9,600,000
309,261,000
25
6.
Madagascar 3: Os Procurados
6,600,000
501,030,400
44
7.
Magic Mike
5,300,000
129,286,855
6
8.
Ela Dança, Eu Danço 4
5,200,000
17,000,000
11
9.
O Ursinho Ted
2,700,000
237,718,600
11
10.
Vizinhos Imediatos de 3º Grau

13,000,000
1
Wanda de Andrade é jornalista especializada em mercado cinematográfico

‘‘Cranford
Minissérie da BBC em Blu-ray da Log On’.
C&N
Uma produção em high definition, multipremiada, que conta com atuações inesquecíveis de Judi Dench (vencedora do Oscar por Shakespeare Apaixonado), Michael Gambon (Othello) e Eileen Atkins (Tinha que ser você), Cranford é um marco na dramaturgia de época britânica. Baseado em três romances de Elizabeth Gaskell, esse drama inteligente conta as tragédias e os absurdos vividos pelos habitantes de uma pequena cidade na metade do século XIX.
Cranford está prestes a sofrer grandes mudanças pela construção de uma ferrovia. Com a modernidade, vem o receio da invasão de trabalhadores, em busca de emprego e da quebra da paz local. A chegada de um jovem médico, Frank Harrison, aumenta a agitação na cidade, tanto pelas suas práticas médicas inovadoras quanto pelo seu impacto nos corações das jovens.
Cranford (EUA / Grã-Bretanha - 2007 - 275) Direção: Simon Curtis e Steve Hudson Com: Judi Dench, Julia McKenzie, Imelda Staunton, Deborah Findlay, Barbara Flynn e Alex Etel, entre outros.
Blu-ray: Menu interativo - Seleção de cenas Tela: Widescreen Áudio: Dolby Digital e DTS-HD HR (5.1) Idioma: inglês Legenda: português, espanhol e inglês Extras: Sem Extras
Distribuidora: Log On


terça-feira, 17 de julho de 2012

Depois do beijo em Nova York, Kobra inicia mural em Los Angeles

O artista brasileiro Eduardo Kobra começa hoje um mural nos Estados Unidos. O novo trabalho transpõe o icônico Monte Rushmore, de Keystone, em Dakota do Sul, para Los Angeles, na Califórnia, O mural deve ser entregue no dia 4 de julho, o Independence Day. Com oito metros de altura por 14 de comprimento, terá uma releitura das esculturas de quatro grandes presidentes dos Estados Unidos – George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt - feitas de 1927 a 1942 pelo pintor e escultor Gutzon Borglum. Kobra está em Los Angeles a convite do famoso grafiteiro Mr. Brainwash, cujas obras misturam pop-arte com arte de rua, retratando ícones e personalidades da atualidade. Mr. Brainwash também é muito conhecido pelo documentário ‘Exit Through a Gift Shop’, dirigido por Banksy, que concorreu ao Oscar de Melhor Documentário de 2011.


O brasileiro Eduardo Kobra começa hoje, terça-feira, dia 26 de junho, um novo mural nos Estados Unidos, desta vez em Los Angeles. Do início do mês a 15 de junho Kobra, acompanhado de Agnaldo Britto, artista do Studio Kobra, pintou em Nova York o mural “O Amor está no Ar”, onde recriou, no bairro do Chelsea, a famosa cena do beijo entre um marinheiro e uma enfermeira fotografado por Alfred Eisenstaedt, em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial. Agora, Kobra transpõe o icônico Monte Rushmore, de Keystone, em Dakota do Sul, para Los Angeles, na Califórnia. O trabalho deve ser entregue no dia 4 de julho, o Independence Day. O mural, com oito metros de altura por 14 de comprimento, faz uma releitura das esculturas de quatro presidentes dos Estados Unidos, feitas de 1927 a 1942 pelo pintor e escultor Gutzon Borglum. Os bustos de George Washington (1789 a 1797), Thomas Jefferson (1801 a 1809), Abraham Lincoln (1861 a 1865) e Theodore Roosevelt (1901 a 1909) figuram como um santuário para a democracia.

“As impressionantes e gigantescas esculturas do monte Rushmore surpreendem os visitantes. Segundo li, a cabeça de George Washington é tão alta quanto um edifício de seis andares e somente seu nariz mede seis metros e sua boca, cinco metros e meio de largura. Se fosse o corpo inteiro, as escalas projetam que George Washington teria 141,7 metros de altura”, diz Kobra. “Não tenho pretensão, é claro, de causar o mesmo impacto e admiração que uma obra tão famosa e gigantesca. Meu intuito é provocar o encantamento e, com cores vivas, mostrar, mais uma vez, que a arte e a democracia, permanecem como fundamentais para arte e a própria vida como um todo”, diz o artista, que procura sempre criar em sua obras uma conexão com a história do lugar em que está atuando, sejam bairros, cidades ou países.

O mural que começa a ser pintado por Kobra fica na La Brea Ave. 1255, em Los Angeles. É o mais famoso dos locais que recebem permanentemente trabalhos do grafiteiro Mr. Brainwash. “Gostei muito da obra do Eduardo e, por isso, fiz questão de ceder meu espaço preferido para que ele faça seu mural”, diz Mr. Brainwash, que ajudou Kobra e Agnaldo Britto, artista do Studio Kobra, a removerem um trabalho seu (um grafitti com um rato e a expressão “Follow our Dreams”) do muro. “Todo o suporte foi fornecido por ele. Quando convidou-nos para vir a Los Angeles, eu não imaginava que o apoio seria tão grande. Cedeu-nos até o Lift, equipamento para subir e descer, que facilita muito a pintura, conta Kobra, que acrescenta: “O Mr. Brainwash disse que pretende fazer uma exposição, apresentando minhas obras aqui nos Estados Unidos. Quer também que eu o acompanhe em Londres para a pintura de um grande mural coletivo, durante os Jogos Olímpicos, ao lado de outros artistas, como Banksy e Shepard Fairey”, diz Kobra, que no sábado comprou uma bandeira do Brasil, que já está fixada na região central do muro: “Muita gente chega para conversar e faz perguntas sobre nossa pintura e nossa história. Outros só observam. Gosto que saibam que esse trabalho é feito por um artista brasileiro”, diz

Mr. Brainwash , ou MBW, é o pseudônimo de Thierry Guetta, artista francês que vive em Los Angeles e mistura pop-arte com arte de rua – graffiti - retratando ícones e personalidades da atualidade. Suas obras cobrem fachadas de Los Angeles e Nova York. Também é muito conhecido pelo documentário “Exit Through a Gift Shop”, dirigido por Banksy*, que concorreu ao Oscar de Melhor Documentário de 2011 (prêmio que perdeu para o “Trabalho Interno” ).

Kobra e Mr. Brainwash se conheceram em Miami, durante o Festival Art Basel. “Ele participava de um evento particular. Viu o trabalho que estávamos desenvolvendo, atravessou a rua, se apresentou e começou a filmar tudo. Logo disse que tinha gostado muito e fez o convite para que viéssemos a Los Angeles”.

*Há uma polêmica em torno de Banksy, grafiteiro inglês que sacudiu diversos círculos de arte no mundo inteiro, com seus trabalhos politizados e cheios de sarcasmo. O fato é que não se sabe ao certo qual a verdadeira identidade de Banksy. Muitos especulam que ele nem mesmo é uma só pessoa. Seria um grupo de artistas agindo sob um mesmo pseudônimo.

Mural de Nova York

Kobra entregou no dia 15 de junho o belíssimo mural “O beijo está no ar”, que pintou desde o início do mês em Manhattan, na região de Chelsea (no 255 10th Avenue), conhecida por abrigar algumas das melhores galerias de arte de Nova York. Durante as duas semanas em que durou a pintura do mural, norte-americanos e turistas fotografaram e filmaram tanto o mural que um funcionário da High Line (antiga linha de trem que hoje virou um importante ponto turístico em Nova York. e de onde há uma visão privilegiada para o trabalho de Kobra), precisou permanecer o tempo todo no local pedindo para as pessoas não ficassem muito tempo paradas, para não causar aglomeração e, ainda, dar espaço para todos registrarem a cena.

Kobra chegou aos EUA no dia 28 de maio e começou a pintar o mural no dia 1º. de junho. O prédio onde a obra foi produzida existe desde a década de 30. “Ocupamos tanto a parte inferior quanto a superior, o que significa uma área de 17 por 20 metros de pura tinta, muita inspiração e, claro, transpiração, porque o sol em Nova York estava muito forte”, diz o artista, que acrescenta. “De todos os trabalhos que fiz no exterior este é o que teve maior repercussão e interação com o público. Como a parte superior do mural está totalmente voltada para o público que caminha pela High Line, muita gente parou para acompanhar o nosso trabalho. Nunca vi coisa parecida. Além disso, como a área estava deteriorada, muitos turistas, norte-americanos apreciadores de arte e até mesmo comerciantes, vinham dizer que estávamos valorizando a área”, diz Kobra.

O tema escolhido para a obra remete a Times Square da década de 40. ”Em uma das nossas longas caminhadas que fizemos antes de decidirmos o que e onde pintar, chegamos a Times Square e fiquei profundamente emocionado, com todo aquele movimento, as pessoas do mundo inteiro, os painéis enormes e coloridos e a vida pulsando. Buscamos algumas referências e chegamos ao famoso beijo da Times Square (beijo de um marinheiro em uma enfermeira, que ilustrou na capa da revista Life no fim da Segunda Guerra Mundial, retratado pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt, em 14 de agosto de 1945, dia em que o Japão se rendeu aos EUA).

“Esta foi a base deste novo mural. O objetivo foi sensibilizar e mostrar que, mesmo com toda a correria, mesmo com o mundo dos negócios a todo vapor, o Amor está no Ar em Nova York!”, diz Eduardo Kobra.

Após realizar, nos últimos dois anos, trabalhos em Londres, Lyon (França), Atenas, Miami e Sarasota, o artista brasileiro fez sua primeira intervenção em Nova York, a convite de Colin Brennan, do Studio Counts. O convite surgiu em Miami, enquanto Eduardo Kobra participava do ArtBasel 2011, no bairro de Wynwood.

O artista teve a agenda repleta de compromissos em Nova York. Um dos encontros foi com Jay Milder, precursor do Grafitti nos Estados Unidos, com quem Kobra realizou uma intervenção artística em 2010, no muro da Galeria Arte André, na Av. Rebouças, em São Paulo. Milder influenciou artistas como Jean Michel Basquiat.

Ainda em Nova York, Kobra encontrou com Mr Brainwash, que confirmou o convite para Los Angeles, que fizera meses antes.

Kobra já tem agendada uma exposição individual para Paris, em setembro deste ano. Será na Blast Gallery, 35, na avenue Matignon, com 14 obras, todas dentro do seu projeto Greenpincel, onde critica a destruição da natureza e a matança de animais (veja detalhes ao final do release).

Recentemente, o artista participou da Call Parade, versão da Cow Parade, em orelhões da cidade de São Paulo, com o sugestivo tema “Ligue sua arte a São Paulo”. Em sua obra, “Alô, Paulista!”, Eduardo Kobra mesclou o novo e o antigo: dois bondes circulam na av. Paulista de hoje. O trabalho de Kobra está exposto em frente ao Masp.

Kobra faz nos últimos dois meses uma importante intervenção artística em São Paulo: ao lado de outros quatro artistas do Studio Kobra, realizou, dentro do seu conhecido projeto “Muro das Memórias” (com uma clássica cena da avenida São João), a pintura de uma imensa caixa d’água, de dois mil metros quadrados (50 de altura por 40 de diâmetro), no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro, na av. Engenheiro Eusébio Tevaux, 823. É o maior trabalho já produzido pelo artista em São Paulo. Antes disso, sua “maior obra” era o muro da av. 23 de maio, com cerca de mil metros quadrados. Simultaneamente, pintou, em um muro próximo à ponte Cidade Jardim, outra bela cena de São Paulo antiga.

“Na caixa d’água usamos como base uma imagem da cidade de São Paulo na década de 50. Nesta pintura, falo da esplendorosa avenida São João, com destaque para o edifício Martinelli e o antigo edifício Altino Arantes, o Banespa, ambos no Centro. De todas as pesquisas iconográficas que já fiz, esta imagem é a mais bela, porque mostra toda a plenitude da cidade antiga, com seus bondes , prédios e pessoas elegantemente vestidas”, afirma o artista, que acrescenta: “existe uma mensagem oculta, algo subliminar neste mural, que é justamente o meu amor incondicional por São Paulo, cidade onde nasci e vivo há 35 anos, e que é a base de tudo o que faço artisticamente”, conta o artista.

Eduardo Kobra, que começou como pichador, tornou-se grafiteiro (ler sobre o artista mais abaixo no release) e hoje se define como um muralista, tornou-se conhecido pelo seu projeto Muro das Memórias, onde faz releituras de cenas da São Paulo antiga. Nos últimos anos mas, principalmente, em 2011, também se dedicou muito a outros projetos, como surpreendentes obras em 3D e o projeto Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza. Também fez várias viagens para mostrar seu trabalho no Exterior, como para a Inglaterra (Londres), França (Lyon) e Estados Unidos (Miami e Sarasota, onde foi premiado no Sarasota Chalk Festival, maior evento de arte em 3D no mundo).

O ano de 2012 marca uma retomada. “Claro que sigo buscando novos projetos e temáticas, tanto que minha exposição em Paris será dentro da temática do Greenpincel, mas fiz questão de realizar nos primeiro meses do ano diversas obras dentro do projeto ‘Muro das Memórias’, que é a base do meu trabalho e que sempre estará presente em minha trajetória”, diz o artista plástico.

O “Muro das Memórias” surgiu nas ruas de São Paulo, e caminhou com muita naturalidade, sem nenhum apoio, durante anos, movido pela paixão de Kobra pela maior cidade do País. “Existe, sim, muito amor em São Paulo. Meu e de muitas outras pessoas, que fazem verdadeiras declarações para essa cidade, seja em obras públicas, seja anonimamente, em pequenas ações do cotidiano”.

Mais sobre Eduardo Kobra

Muralista e artista plástico, o brasileiro Eduardo Kobra, 36 anos, nascido no estado de São Paulo, é um expoente da neo-vanguarda paulista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado nos anos 90 - para um muralismo original - inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e no design do norte-americano Eric Grohe - beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.

Nesse caminho ele desenvolveu o projeto “Muros da memória” que busca transformar através de murais a paisagem urbana e resgatar a memória da cidade. Os desenhos são a síntese do seu modo peculiar de criar - através do qual pinta, adere, interfere e sobrepõe cenas e personagens das primeiras décadas do século XX. Essas obras são uma junção de nostalgia e modernidade, por meio de pinturas cenográficas, algumas monumentais. Através delas cria portais para saudosos momentos da cidade. O mais conhecido dos seus murais, de 1000 m2, foi realizado em 2009 na avenida 23 de Maio, em comemoração ao aniversário de São Paulo. “A idéia é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia, com a constante agitação de hoje”, afirma o artista.

O projeto alcançou repercussão nacional. Além dos inúmeros trabalhos na cosmopolita São Paulo, a maior cidade brasileira, Kobra produziu murais em Brasília, Rio de Janeiro, Belém do Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Kobra, inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos (muito difundida por nomes internacionais, como Julian Beever e Kurt Wenner). A convite da prefeitura de São Paulo, o artista realizou diversas obras em 3D, como na Praça Patriarca, no centro da Cidade, a primeira no Brasil; e na Avenida Paulista, símbolo da megalópole. A técnica anamórfica consiste em "enganar os olhos". A pintura é distorcida ou mesmo incompreensível na maioria dos ângulos de visão, mas ao ver do ângulo correto, estipulado pelo artista, se torna um 3D com incrível variação de profundidade e realismo. Recentemente o artista iniciou um novo projeto, o “Greenpincel” (citado no final deste release).

Veja a seguir uma síntese das linhas de trabalho de Eduardo Kobra

Muro das Memórias – projeto mais antigo e constante de Eduardo Kobra, que pinta São Paulo antiga. Há cerca de 40 trabalhos em São Paulo. Cria um contraste entre o antigo e o contemporâneo. Na av. 23 de maio, em seu maior trabalho, de mil metros quadrados, as pessoas passam em seus carros, como máquinas, a toda velocidade. O lado humano da avenida está justamente nos rostos pintados no muro. O artista começa a ser convidado para desenvolver trabalhos do Muro das Memórias em outras cidades. Fez, por exemplo, lindas criações em Belém do Pará, Rio de Janeiro e Santa Maria (RS), além de cidades em diversos países.

3D – Kobra é pioneiro nesta arte. Surpreendeu São Paulo fazendo um carro em 3d na Praça do Patriarca. A obra tinha cerca de 30 metros de largura por oito de comprimento. De 98% das posições o espectador via uma mancha no chão. De dois por cento via um carro, “real”, na frente. Fez um Pelé na Av. Paulista; um Michael Jackson no Rio de Janeiro (junto com o artista plástico Romero Brito); uma piscina no Rio (homenagem às Olimpíadas); monumentos de Brasília na Esplanada dos Ministérios e um canyon com elementos brasileiros e sul-africanos na Praça do Patriarca, em São Paulo, durante a Copa do Mundo de 2010. Ao total, fez cerca de 20 trabalhos em 3D no Brasil. Em 2011, participou e foi premiado no Sarasota Chalk Festival, maior evento de 3D do mundo (ler em trabalhos internacionais, ao final do release).

Galeria de Céu Aberto – O artista começou a colocar seus quadros em muros e outros espaços da cidade de São Paulo. Quer mostrar para as pessoas que a arte é acessível, que todos podem entrar em galerias. “Muita gente pensa que não gosta de arte simplesmente porque nunca entrou em museus e galerias”, afirma Eduardo Kobra que há pouco mais de quatro meses fez uma obra deste projeto em muro da Praça Panamericana.

Galeria – Kobra se firma como artista plástico. Sua arte é cada vez mais encontrada também nas galerias. Em outubro de 2008, fez na galeria Michelangelo, em São Paulo, a elogiada exposição “Lei da Cidade que Pinta”, onde placas, outdoors, luminosos e outros materiais de comunicação visual retirados pelos fiscais e funcionários da Prefeitura ressurgiram como suporte para as obras de arte. Em julho de 2009 fez, também em São Paulo, na galeria Pró Arte, a exposição “Visitas”, sucesso de crítica e público. Tem telas na Galeria de Arte André. Ainda em 2012 fará exposições em Nova York e Paris.

Greenpincel – O projeto que o artista desenvolve desde março de 2011, buscando alertar e combater as agressões do homem aos animais e ao planeta como um todo. Kobra entregou vários murais para a cidade de São Paulo, dentro do projeto. Fez em julho um chocante mural de “boas-vindas”, chamado “Welcome to Amazônia”, na av. Rebouças, 167, com cerca de 7mX5m. O cenário mostra um ambiente arrasado. Pouco antes, concluiu o mural “CO2”, na rua Alvarenga, 2.400, com cerca de 10mX5m, também parte do seu projeto Greenpincel, iniciado com o mural “Navio Baleeiro” (obra crua e forte, baseada em uma cena da caça de uma baleia pelo navio Yushin Maru), realizado em março na rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. No dia 26 de agosto, Kobra e outros artistas do Studio Kobra pintaram o mural “Sem Rodeios”, na av. Brigadeiro Faria Lima, depois de ficar chocado com as imagens nos jornais e sites do bezerro abatido pelo peão César Brosco durante a 56ª. Festa do Peão de Barretos. Em setembro, fez na rua Cayowa, em Perdizes, o mural “Mar da Vergonha”, onde critica o massacre de centenas de golfinhos no início de setembro, na pequena cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu. Em outubro fez o mural Alta Mira, onde critica a construção da usina, trabalho que atingiu grande repercussão de público e mídia.

Segundo Kobra, o Greenpincel pretende denunciar e combater artisticamente as várias formas de agressão do Homem à natureza. “Todas as tragédias naturais que têm acontecido em nosso planeta mostram que proteger os animais e a natureza como um todo é também uma forma de protegermos o ser humano. Particularmente, sou um apaixonado por plantas e animais. São temas que namoro há muito tempo e, por isso, decidi que já era hora de colocá-los também dentro do meu trabalho como artista”, diz.

O Greenpincel marca uma nova etapa nas obras de rua do artista, que buscam basicamente preservar a memória e trazer beleza aos paulistanos, em meio à correria do dia-a-dia. “Gosto muito de resgatar a história e levar beleza às ruas das cidades, o que faço principalmente no projeto ‘Muro das Memórias’, mas há situações em que devemos denunciar, mostrando artisticamente as agressões feitas contra o nosso Planeta”, afirma.

Trabalhos Internacionais - O muralista e artista plástico fez no ano passado três murais na Europa. Em maio, em Lyon, França, pintou o mural Imigrantes (de 17mX3,5m), no bairro de Guillotiére, que é conhecido por abrigar muitos imigrantes, vindos de diversos países e continentes. Um novo projeto da Prefeitura da cidade prevê a demolição de várias casas e prédios históricos dessa região, para a construção de uma ampla avenida, trazendo modernidade às custas da perda de patrimônio histórico e, principalmente, da retirada de antigos moradores. “Minha pintura fez parte de uma série de eventos e protestos contra essa ação da Prefeitura”, explica o artista. Todo o processo produtivo de Eduardo Kobra foi acompanhado pelo francês Gilbert Codene, líder de uma das principais equipes de pintores muralistas no mundo.

Antes de Lyon, Kobra passou por Londres, onde fez, em abril, um mural na bicentenária Roundhouse. Nesse muro já existiram outros trabalhos. O primeiro foi do famosíssimo grafiteiro Banksy (um documentário sobre ele concorreu ao Oscar). “O trabalho de Banksy foi atacado por uma senhora que mora no bairro e não gostou da obra, destruindo-a com tinta branca. Pouco depois, artistas utilizaram o muro para protestar, desenhando uma onça e colocando frases contra o ataque”, conta Kobra. A Roundhouse fica no Camden Town, um dos bairros mais descolados de Londres e é umas das casas mais importantes da capital inglesa. Por lá já se apresentaram nomes como Mick Jagger.

Na Grécia, Kobra fez, com Agnaldo Britto Pereira, em um ponto nobre de Atenas (próximo à estação do metrô Pefkakia), o mural “Evolução Desumana”, com cerca de 35 metros de comprimento por cinco de altura, dentro de seu projeto Greenpincel. Após passar cerca de um mês em Atenas, voltou ao Brasil no final de agosto, após concluir o mural, que havia sido atacado por religiosos, revoltados com o que chamavam de agressão a Deus, já que “Evolução Desumana” trazia da evolução segundo Charles Darwin.

“Sempre respeitei as culturas e as religiões. O meu trabalho é com Arte Urbana e, claro, ele acontece principalmente nas ruas, o que aumenta ainda mais a minha responsabilidade, já que minhas obras são vistas por todos os tipos de pessoas. Mas parece-me claro que o fato de não gostar de algum trabalho artístico, por sua qualidade ou temática, não dá a ninguém o direito de destruí-lo. Se assim o fosse, esses religiosos poderiam entrar no Museu de História Natural de Nova York, onde a evolução da espécies e, principalmente, humana é mostrada de forma realista, e destruírem tudo! Respeitar o direito de expressão é básico na Democracia que, por sinal, começou aqui na Grécia. Por isso decidimos, ainda que exista algum perigo de um novo ataque ao muro, refazer o trabalho, com algumas modificações estéticas, mas ainda dentro do mesmo tema. Não podemos ceder espaço para os intolerantes”, diz Eduardo Kobra.

O artista brasileiro viajou para Atenas, a convite de Kiriakos Isofidis, sócio da editora Carpe Diem, que já publicou três livros sobre muralismo (“Mural Art Book 1, 2, e 3”), além de diversos outros livros sobre Street Art. O terceiro volume de “Mural Art Book” traz duas páginas sobre o trabalho de Kobra. Isofidis também dirige o grupo Carpe Diem, um dos principais de arte de rua na Grécia.

No final do ano passado, Kobra foi aos EUA, acompanhado pela sua equipe do Studio Kobra, como o único artista brasileiro convidado para o Sarasota Chalk Festival, maior evento de arte em 3D no mundo, que teve a curadoria de Kurt Wenner. Os trabalhos do festival foram realizados de 1 a 6 de novembro e o dia 7 foi exclusivo para a visitação do público, que lotou as ruas da cidade norte-americana. Várias urnas foram espalhadas por Sarasota para que o público votasse nos 20 melhores trabalhos, entre os 200 participantes. A Biblioteca em 3D de Eduardo Kobra esteve entre os 20 trabalhos eleitos e premiados. Após o festival, os brasileiros participaram da Garage Art (a pintura de um estacionamento), ao lado de outros quatro artistas - cada um responsável por um andar, em Sarasota, e, ainda na cidade, pintaram a lateral de um prédio na avenida Pinapple, também em Sarasota, retratando uma cena da década de 40.

Após Sarasota, Kobra e equipe viajaram para Miami para participar do Art Basel, evento de arte que acontece em “toda” Miami, com cerca de 100 artistas norte-americanos e de diversos países pintando os muros da cidade. O Studio Kobra pintou um quarteirão inteiro em Wynwood , com imagens antigas, mas em linguagem contemporânea e colorida. No início de 2012, após passar as festas de final de ano no Brasil, Kobra e equipe retornaram aos EUA para participar da Art Palm Beach, também com um mural que mostrava imagens antigas com linguagem contemporânea. Ao final de maio, viajou novamente para os Estados Unidos para fazer muralismo em Nova York e, agora, em Los Angeles.

Para este ano, Kobra já tem diversos convites para mostrar seu trabalho. Fará em setembro a já citada exposição em Paris e tem previstas intervenções artísticas em Londres e em países do Oriente Médio. 
Crédito das fotos: arquivo pessoal de Eduardo Kobra
 
 Kobra à esq com Mr Brainwash sim
 Da esq para a dir Agnaldo Britto, Eduardo Kobra e 
Mr Brainwash iniciam preparação do mural para a pintura de Kobra
 Da esq para a dir Eduardo Kobra, Mr. Brainwash e 
Agnaldo Britto -em frente a mural de Brainwash
 Obra de Mr Brainwash que estava no mural
Projeto de como ficará o novo trabalho

sábado, 7 de julho de 2012

Suellen Santos, Canja no Piove Club SP

Country Chic
 A cantora Suellen Santos, nova sensação da Country Pop Music, após prestigiar a festa da Joalheria Corsage (Coleção Rainhas, Shopping Iguatemi), foi jantar no Club Piove, Itaim- SP onde assistiu ao show do colega sertanejo- chic Tony Francis. Junto com a Banda Zero Zero que se apresentava no Club Piove, inaugurando a programação das terças dançantes, Suellen deu uma canja de duas músicas e foi muito aplaudida.

Com Suellen estavam a RP multimídia, Escritora e apresentadora Rosana Beni e Malena Russo, a personal stylist de Michel Teló.

Muitas novidades em breve!
 Suellen Santos, Malena Russo e Rosana Beni
 Suellen Santos

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tiago Abravanel, neto de Silvio Santos explode em SPaulo e sai da peça para gravar novela da Globo

A convite dos produtores e donos do Teatro Procópio Ferreira, Marinês e
Sandro Chaim, mãe e filho, a cantora Rosemary,foi a convidada VIP do final
de semana para aplaudir o grande sucesso musical do momento em São Paulo TIM MAIA- VALE TUDO, já considerado um fenômeno teatral.

Rosemary aplaudiu de pé o trabalho de toda equipe, a direção musical de
Alexandre Elias, produção e a belíssima direção de João Fonseca e de todos
os envolvidos, incluive o diretor musical e autor do texto Nelson Motta.
Rosemary, estrela de palcos e da TV, conversou com parte do elenco e
músicos. Em particular, elogiou Tiago Abravanel o protagonista.

"- Me emocionei muito e tenho certeza que a carreira deste espetáculo será
longa, percorrendo o Brasil todo e até o exterior; a obra musical de Tim
Maia nos sinaliza que vai ser muito difícil que outras gerações de cantores
e compositores façam uma trajetória de sucesso igual a ele e tantos outros
na MPB"

Muito emocionado, Tiago Abravanel subiu ao palco do teatro Procópio
Ferreira, em São Paulo, na noite desta quinta-feira, para fazer sua última
apresentação no musical Tim Maia - Vale Tudo.

Antes de encerrar o espetáculo, Tiago chamou ao palco Danilo de Moura, para
apresenta-lo ao público como o novo intérprete de Tim Maia. Caracterizados
com a mesma roupa, os dois artistas cantaram juntos a última música do
espetáculo.

Depois de tanto sucesso de público e crítica, o neto de Silvio Santos Tiago
Abravanel, deixará de interpretar Tim Maia no espetáculo Tim Maia, Vale
Tudo.

A saída do ator é devido ao convite de Glória Perez para interpretar um
turco chamado Demir na nova novela da autora Salve Jorge.

O papel de Tiago exigirá que ele viaje para a Turquia durante 25 dias
impossibilitando que o ator concilie as gravações da novela com a peça.

 José Alcantara, da produção, Wilson Dimitrov, 
Cantora Rosemary e Tiago Abravanel
Wilson Dimitrov, Ovadia Saadia, 
Rosemary e Tiago Abravanel