sábado, 7 de março de 2020

Santander apresenta a comédia musical Silvio Santos Vem Aí! Apresentado pelo Ministério da Cidadania e pelo Santander, a primeira produção teatral da Paris Cultural (novo braço da Paris Filmes, produtora e distribuidora cinematográfica, em ação desde 1960) estreia no dia 13 de março no 033 Rooftop (Teatro Santander) no Complexo JK Iguatemi.




Com texto de Marília Toledo e Emílio Boechat, direção de Fernanda Chamma (que também assina a coreografia) e Marília Toledo, além de direção musical de Marco França, a comédia musical Silvio Santos Vem Aí! estreia dia 13 de março (sexta-feira), no 033 Rooftop (Teatro Santander), no complexo JK Iguatemi, em São Paulo. 

O espetáculo faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel (vivido pelo ator Velson D’Souza) desde sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 90, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, a peça promete agradar todas as gerações.

O elenco é formado pelos atores Adriano Tunes (Velha da Praça Nahim), Andreas Trotta (Leon), Bianca Rinaldi (Íris), Bruno Kimura (Anestesista, Bailarino Russo), Daniela Cury (Rebeca Abravanel, Hebe Camargo), Diego Montez (Wagner Montez, Sidney Magal, Boni), Gigi Debei (Mara Maravilha, Telemoça), Giselle Lima (Sônia Lima, Cidinha), Gustavo Daneluz (Silvio Jovem), Hellen De Castro (Gretchen, Telemoça), Ivan Parente (Pedro de Lara), Ju Romano (Rosana, Telemoça), Juliana Bógus (Aracy de Almeida), Léo Rommano (Atrasildo, Manoel de Nóbrega Alternante), Lucas Colombo (Bozo), Paula Flaibann (Elke Maravilha), Pedro Passari (Swing), Rafael Aragão (Alberto Abravanel, Silvio Alternante), Roney Facchini (Manoel de Nóbrega), Roquildes Junior (Roque), Thiago Garça (Pablo, Bailarino Russo), Velson D’souza (Silvio Santos), Verônica Goeldi (Boneca, Bolinha de Sabão, Telemoça), Vinícius Loyola (Gugu Liberato, Gilliard, Sérgio Mallandro).
Hebe, Silvio Santos, Nair Bello e Lolita Rodrigues, Gallery Boate SP- 1981.

Para Marília Toledo, fazer um musical 100% nacional é um dos principais desafios deste trabalho e também o seu maior orgulho. “Falar de uma figura tão emblemática da nossa cultura popular, usando a música como fio condutor da história, nos permite uma boa liberdade estética. Isso se dá porque conhecemos bem os personagens ligados ao Silvio Santos, além dos ritmos e canções que acompanharam a trajetória do apresentador e empresário desde sua ascensão profissional até a década de 90, que é a linha cronológica da dramaturgia, escrita por mim e pelo Emilio Boechat” comenta Marília.


Emilio Boechat conta que a peça foi escrita ao longo de um ano e meio. “Investimos um bom tempo levantando uma timeline de eventos importantes na vida do Silvio. Depois jogamos esses eventos dentro da estrutura clássica de um musical. Foi quando decidimos contar a história do Sílvio por meio de um devaneio, como em ‘All That Jazz’. A partir daí, escrevemos poucas cenas juntos. Como era difícil coincidir nossas agendas de trabalho, eu escrevia algumas cenas quando podia e ela idem. Pouco antes do início dos ensaios escrevemos juntos as cenas que faltavam. Mas sabíamos que com a entrada do Marco França muitas cenas com diálogos seriam transformadas em música. Era um desejo dos dois que o espetáculo fosse conduzido pelas canções", comenta.


O ator Velson D’Souza, de 35 anos, foi o escolhido para interpretar Silvio Santos – ele trabalhou no SBT em novelas como ‘Cristal’, ‘Revelação’ e ‘Vende-se Um Véu de Noiva’, e com o próprio apresentador no Programa Sílvio Santos. Para se preparar para esse papel desafiador, ele conta que tem procurado fugir da caricatura do homenageado, que já foi imitado por tantas personalidades. 


“Estou tentando partir da desconstrução. Minha abordagem é olhar as situações da vida dele com o máximo de verdade, da maneira mais próxima de mim, do que eu vivi e me colocar no lugar dele. Acho que a convivência com ele ajudou bastante, sobretudo para perceber que ele é daquela forma que conhecemos mesmo quando não está em cena. E trazer um pouco da voz do Silvio, sobretudo do timbre. Não para ficar aquela coisa carregada, mas para termos uma pequena diferenciação de quando é o showman e quando está conversando com outras pessoas fora de cena, como, por exemplo, com Manoel da Nóbrega. O grande lance é não ficar aquela caricatura do Silvio Santos que todo mundo faz. E isso também funciona para o gestual. Tem a questão da mão, que é muito presente, toda aquela postura altiva e elegante do Silvio. Eu acho que temos que entender isso e atravessar. Quando ele era jovem, provavelmente não era igual ao que é hoje. Mas temos que fazer algo que lembre como ele é hoje”, revela o ator.
Gugu Liberato, Hebe e Silvio Santos, 1984

O último adeus a Hebe Camargo, em foto histórica

Antes do início do espetáculo, haverá um pré-show com diversas atrações do programa Silvio Santos ao longo de décadas no ar, como a “Porta da Esperança”, o “Foguete do sim ou não” e o “Roletrando”, além de um bar com comidas típicas do Domingo no Parque, como cachorro - quente, algodão doce, pipoca, entre outros. Outra novidade é que o público que for assistir pode se inscrever para concorrer a uma participação da cena do Show de Calouros, como calouro. 
É justamente a novidade e o ineditismo que pautam a direção de Fernanda Chamma. “O processo criativo do musical do Silvio está sendo bem bacana. Fechamos um elenco expressivo do teatro musical, então, estou trabalhando com uma liberdade de criação dos personagens de uma maneira bem inusitada e atemporal. Eu não quero rótulos – mesmo que estejamos trabalhando com personalidades bem conhecidas, acho que tudo o que não é previsível será bem aceito. E acho que estamos fazendo um espetáculo com muito ritmo, diversão e um formato diferente. Sempre quero ser diferente e não parar de criar nunca, pois é uma forma de respeito ao público e ao teatro musical. E o Silvio Santos é isto: uma persona única, jamais existiu e nem existirá outra similar. Acho que tem que ter esse ineditismo, humor, alegria e um estilo SBT de se fazer”, explica a diretora.
A trilha sonora é composta por músicas que marcaram a trajetória de Silvio Santos até a década de 1990 e animaram os programas de auditório. “Fazer esse projeto é inevitavelmente olhar para o passado e revisitar minha infância, na qual esse universo não só do programa, mas das músicas – sobretudo da década de 1980 – esteve tão presente. A minha função primeira é ser fiel aos arranjos originais, tentando mudar minimamente, colocando um pouco da minha personalidade, mas sem ferir a identidade dessas canções que estão nesse imaginário e que fizeram parte dessa época. E a outra parte compor canções novas que tenham a ver com a necessidade da dramaturgia. Dentro desse repertório popular que estava presente nas vinhetas do programa do Silvio tem um pouco do jingle publicitário. Para reforçar esse caráter, resolvi trabalhar com o Fernando Suassuna, um grande músico e amigo de infância. Ele escreveu as letras e eu compus todas as canções originais. Acho que todos estão bem felizes com o resultado”, acrescenta o diretor musical Marco França. 
SINOPSE
A comédia musical Silvio Santos Vem Aí!, escrita por Marília Toledo e Emílio Boechat e dirigida por Fernanda Chamma e Marilia Toledo, faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel de sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 90, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, e músicas que marcaram essas décadas e animaram os programas de auditório, o espetáculo promete agradar todas as gerações.

FICHA TÉCNICA
Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo
Direção Musical: Marco França
Cenografia: Bruno Anselmo
Realização: Paris Cultural
Patrocínio: Santander
Patrocínio: EMS
Apoio Cultural: Trousseau

Elenco por ordem alfabética:
Adriano Tunes – Velha da Praça, Nahim
Andreas Trotta – Leon 
Bianca Rinaldi – Íris 
Bruno Kimura – Anestesista, Bailarino Russo
Daniela Cury – Rebeca Abravanel, Hebe Camargo
Diego Montez – Wagner Montez, Sidney Magal, Boni
Gigi Debei – Mara Maravilha, Telemoça
Giselle Lima – Sônia Lima, Cidinha
Gustavo Daneluz – Silvio Jovem
Hellen De Castro – Gretchen, Telemoça
Ivan Parente – Pedro de Lara
Jú Romano – Rosana, Telemoça
Juliana Bógus – Aracy de Almeida
Léo Rommano – Atrasildo, Manoel de Nóbrega Alternante
Lucas Colombo – Bozo
Paula Flaibann – Elke Maravilha
Pedro Passari – Swing 
Rafael Aragão – Alberto Abravanel, Silvio Alternante
Roney Facchini – Manoel de Nóbrega
Roquildes Junior – Roque     
Thiago Garça – Pablo, Bailarino Russo
Velson D’souza – Silvio Santos 
Verônica Goeldi – Boneca, Bolinha de Sabão, Telemoça
Vinícius Loyola – Gugu Liberato, Gilliard, Sérgio Mallandro

SOBRE O 033 ROOFTOP
Facebook: @033Rooftop
Instagram: @033rooftop

Inaugurado em 2018 e localizado no topo do Teatro Santander, apontado como um dos melhores da capital, o 033 Rooftop oferece uma excelente infraestrutura para eventos de qualquer natureza, com modernidade e flexibilidade. Já passaram pelo palco do local os espetáculos NATASHA, PIERRE E O GRANDE COMETA DE 1812 e Zorro – Nasce uma Lenda.
Com o número 033, identificação do Santander em seu nome, o RoofTop tem 1000m² de área total. O empreendimento possui pé direito alto e amplas janelas que exploram o conceito de industrial chic, mesclando obras de arte com um design em linhas retas e tons neutros.
O local conta com lounge, terraço, salão principal, bar, varanda privada, sala de reunião VIP, camarim, cozinha industrial e salas técnicas e de apoio.
SOBRE O TEATRO SANTANDER
Facebook: @teatrosantander
Instagram: @teatrosantander
Inaugurado em 2016, o Teatro Santander é considerado um dos mais modernos do mundo e o primeiro teatro multiuso de São Paulo, com quatro possibilidades diferentes de configuração, o que permite realizar no local desde shows musicais, desfiles de moda e eventos corporativos até grandes produções da Broadway sem a necessidade de qualquer adaptação. A versatilidade se deve ao exclusivo sistema de poltronas retrátil, que pode acomodar 1.100 pessoas sentadas ou até 1.800 espectadores em outros formatos. O Teatro Santander tem 13.000m2 de área construída e é o único teatro do país com 56 varas cênicas motorizadas.

SERVIÇO:
SILVIO SANTOS VEM AÍ!
Temporada: 13 de março à 17 de maio
Sessões: sextas-feiras 20h30, sábados 15h30 e 20h30, domingos 15h e 20h 
Duração do espetáculo: 2 horas e 15 minutos (com 15 minutos de intervalo)
033 Rooftop: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041
Abertura das vendas:  15 de janeiro
Setores e preços:  Setor VIP R$180,00 e Setor 2 R$75,00 
Link de vendas on-line:  www.sympla.com.br 
Bilheteria física: das 12h às 20h
Formas de pagamento: Dinheiro, Cartão de débito e Cartão de crédito. 

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Por Ovadia Saadia, SP
Apacos, Febracos
@ovadiasaadia
ovadiasaadias@terra.com.br
11 991877174

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

11 Selvagens reúne atores em situações onde as pessoas perdem o controle. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são cenas do cotidiano que explodem em impulsos descontrolados. Como uma camada de sociabilidade pode rapidamente ser rompida em nossos dias? “Fiquei muito impressionado com o espetáculo 11 Selvagens ontem, sábado. Parecia o cruzamento de Hobbes, do meu livro Todos Contra Todos, do filme Relatos Selvagens e das próprias criações de Pedro Granato. Cenas distintas unidas pelo jogo da violência: sexualidade, controle, narciso, ambiguidade, preconceitos, falsos sentimentos piedosos, hybris... Jovens talentosos, atores vivendo teatro com o uso intenso de música, luz, corpo e diálogos rascantes. Basta isso para uma noite de muita reflexão. Agradeço muito o convite. O Brasil precisa destas cenas inteligentes para o ano de 2018 ser menos doloroso.” Leandro Karnal

11 SELVAGENS espetáculo imersivo do premiado diretor e dramaturgo Pedro Granato volta em cartaz março, para curta temporada, no Pequeno Ato

Espetáculo imersivo onde a plateia acompanha de perto várias situações cotidianas que desencadeiam cenas de violência e intolerância, 11 Selvagens volta em cartaz no Pequeno Ato de 7 a 29 de março, com sessões aos sábados e domingos, às 19h. A peça integra também a programação do FarOFFa, uma mostra off da MITbr, com sessões dias 14 e 15 de março com valor de ingresso “pague quanto puder”.
O elenco reúne os atores Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mau Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese.
Com texto e direção de Pedro Granato, a peça estreou em 2017 em meio ao clima das manifestações que ocupavam o Brasil e foi ganhando contornos mais densos com a polarização das eleições de 2018. O espetáculo foi vencedor do Edital Proac Circulação 2019, considerado Melhor Espetáculo do Ano de 2017 pelo crítico Bruno Cavalcanti, do Observatório do Teatro; recebeu 4 estrelas, figurando entre os 10 Melhores de 2017 por Dirceu Alves Jr, na Veja São Paulo e teve sua dramaturgia publicada em 2019 pela Giostri. Pedro Granato foi indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 pelo texto original.
Assim como em outras montagens, Pedro Granato propõe uma experiência imersiva ao espectador, arrastando-o para dentro da cena, que se desenrolam a poucos metros do público, por vezes até na cadeira ao lado, e a identificação é imediata. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são onze quadros interligados como uma camada de sociabilidade que pode rapidamente ser rompida em nossos dias. 

“O ponto de partida foi a tensão crescente no país em 2016, mas parece que o espetáculo foi criado hoje. As manifestações, a violência, a sensação de impotência que mexem com os extremos, deixam a peça muito atual”, fala Granato.
O público acompanha tudo de perto, como se a plateia estivesse na mesma situação dos atores. Em algumas situações é cúmplice e voyer, já que as cenas passeiam pelos diferentes lados da arena colocando-os lado-a-lado. 
“A peça ficou praticamente um ano em cartaz em 2017 e então passamos pelo Teatro de Arena na época da prisão do Lula, fizemos uma temporada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais no Centro Cultural São Paulo e em 2019 circulamos pelo interior do estado em pleno país polarizado. A cada momento faz mais sentido, a selvageria da polarização se amplifica e sentimos mais vontade de seguir com essa peça, que retrata a temperatura de nossos dias, para a geração jovem. O jogo com o espaço cênico tem esse aspecto imersivo de colocar o espectador na situação em que os atores estão trazendo. É a sensação de que tudo poderia acontecer com qualquer pessoa ali presente”, explica o diretor e dramaturgo.
Cada quadro é levado ao paroxismo e quando parece não haver mais para onde ir, a música toma o ambiente e os atores extravasam em coreografias. O figurino e a luz se baseiam em elementos minimalistas que são reconstruídos para cada cena. A intervenção musical dá agilidade à narrativa e permite uma explosão estética para além da verossimilhança. Histórias em que a plateia se identifica, músicas contemporâneas, tudo está equalizado para dialogar profundamente com a geração atual. “São fragmentos que formam um conjunto em que se observa essa polaridade e explosão que a gente percebe nas relações hoje em dia”.
Sinopse:
11 Selvagens reúne atores em situações onde as pessoas perdem o controle. Da violência à sensualidade, do absurdo ao trivial, são cenas do cotidiano que explodem em impulsos descontrolados. Como uma camada de sociabilidade pode rapidamente ser rompida em nossos dias? 
“Fiquei muito impressionado com o espetáculo 11 Selvagens ontem, sábado. Parecia o cruzamento de Hobbes, do meu livro Todos Contra Todos, do filme Relatos Selvagens e das próprias criações de Pedro Granato. Cenas distintas unidas pelo jogo da violência: sexualidade, controle, narciso, ambiguidade, preconceitos, falsos sentimentos piedosos, hybris... Jovens talentosos, atores vivendo teatro com o uso intenso de música, luz, corpo e diálogos rascantes. Basta isso para uma noite de muita reflexão. Agradeço muito o convite. O Brasil precisa destas cenas inteligentes para o ano de 2018 ser menos doloroso.”
Leandro Karnal
Ficha técnica:
Direção e Dramaturgia: Pedro Granato. Elenco: Anna Galli, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Bruno Lourenço, Felipe Aidar, Gabriel Gualtieri, Inês Bushatsky, Isabella Melo, Jonatan Justolin, Fhelipe Chrisostomo, Gustavo Bricks, Mariana Marinho, Mariana Beda, Mau Machado, Rafael Carvalho e Thiago Albanese. Iluminação e assistência de direção: Gabriel Tavares. Coreografia: Inês Bushatsky. Assistente de produção: Leticia Gonzalez. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Assistente de projetos e comunicação: Bianca Bertolotto. Direção de produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Produção e Realização: Contorno Produções e Pequeno Ato.
Serviço:
11 SELVAGENS
De 7 a 29 de março, sábados e domingos às 19H.
Ingressos: R$40 e R$20 (meia-entrada).
FarOFFa: dias 14 e 15 de março com ingressos pague quanto puder.
Lotação: 40 lugares.
Duração: 70 minutos. 
Classificação indicativa: 16 anos. 
Pequeno Ato – Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque. Telefone: 11 99642-8350. 
*A bilheteria abre uma hora antes do início do espetáculo. 
Ingressos antecipados podem ser adquiridos através do link:
Aceita cartões. Não tem acessibilidade. Estacionamento vizinho.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Premiações da Cultura de São Paulo 2019: Conheça os vencedores e homenageados. Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, Governador João Doria e Secretário Sérgio Sá Leitão anunciaram os 15 vencedores do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes e entregaram medalhas e troféus a personalidades da cultura



A grande noite da cultura de São Paulo aconteceu nesta quarta-feira (29) no Palácio dos Bandeirantes. O evento Premiações da Cultura de São Paulo 2019, realizado pelo Governo de São Paulo e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, reuniu, no mesmo espaço, artistas e grandes empresários que investem em projetos culturais. Dezenas de personalidades passaram pelos flashes dos jornalistas. Na ocasião, foram também anunciados os vencedores das 15 categorias do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes (confira ganhadores abaixo).
Em cerimônia reservada, o Governador João Doria e o Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão entregaram a Ordem do Ipiranga para representantes de empresas que apoiam a Cultura no estado, além das medalhas Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Mérito Museológico para personalidades do mundo da Cultura e Economia Criativa.
“Nós fazemos questão absoluta de homenagear tanto aqueles que expressam a cultura, como aqueles que apoiam a cultura”, comenta o Governador João Doria. “Também aqueles dirigentes de empresas que, de forma destemida e desprendida, apoiam a cultura do Brasil, especificamente em São Paulo. Nós temos que ter um reconhecimento a esses, que não são artistas, não são do mundo cultural, mas sem eles, o mundo cultural em São Paulo não estaria no nível que está e não teria o prestígio que tem”, completa.
“Estamos aqui, todos nós, para dizer que, em São Paulo, cultura é prioridade. Nós reconhecemos o papel da cultura e das expressões culturais, papel essencial, estratégico e fundamental para o desenvolvimento humano, econômico e social do nosso Estado”, anunciou o Secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão.
Conheça as premiações e confira os premiados:
Prêmio Estado de São Paulo para as Artes
Criado em 1950 e completamente reformulado este ano, homenageou 15 profissionais da cultura que se destacaram ao longo de 2019 por suas realizações. Cada um dos vencedores recebeu um troféu e o valor de R$ 30 mil. As indicações foram feitas pelos membros do Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa; do Condephaat; da Comissão de Análise de Projetos do ProAC Expresso ICMS; e pelos secretários de Cultura dos 645 municípios de São Paulo. Trata-se da principal premiação cultural do Estado e da maior em nível estadual no Brasil. Confira os vencedores em cada categoria:
Museus, equipamentos e centros culturais
      Marcos Mendonça, pela realização da exposição “Leonardo Da Vinci - 500 anos de um gênio”, no MIS Experience 

Patrimônio cultural material e imaterial
      Vahan Agopyan, pelo projeto de restauro e ampliação do Novo Museu do Ipiranga

Grupos, companhias e corpos estáveis
      Isaac Karabtchevsky, pelo trabalho à frente da Orquestra Sinfônica Heliópolis

Cultura popular e tradicional
      Rolando Boldrin, pelo trabalho no programa “Sr. Brasil” (TV Cultura)

Cultura urbana
      Adriana Barbosa, pela realização da 18ª edição da Feira Preta

Empreendedorismo cultural e criativo
      Fernando Altério, pelo trabalho à frente da T4F

Inovação e tecnologia em arte e cultura
      Ricardo Laganaro, pela criação da experiência em VR “A Linha”

Estudos e pesquisas em cultura e economia criativa
      Luiz Gustavo Barbosa e Stephanie Mayorkis, pela realização do “Estudo de Impacto Econômico do Teatro Musical em São Paulo”

Mostras, festivais, mercados e eventos culturais
      Fernanda Feitosa, pela realização da 15ª edição da SP Arte e da 13ª edição do SP Foto

Produção cultural independente
      Jô Santana, pela realização do musical “Dona Ivone Lara - Um Sorriso Negro”

Inclusão, diversidade e acesso à cultura
      Cid Torquato, pelo trabalho à frente do projeto Sem Barreiras

Formação e capacitação
      Ivam Cabral, pelo trabalho à frente da SP Escola de Teatro

Livro, leitura e bibliotecas
      Isabel Santos Mayer, pelo trabalho à frente da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, em Parelheiros, e pelo LiteraSampa

Comunicação cultural
      Caio Carvalho, pelo trabalho à frente do canal Arte 1

Iniciativas culturais para crianças e adolescentes
      Mauricio de Sousa, pelo trabalho à frente da Mauricio de Sousa Produções

Ordem do Ipiranga
A Ordem do Ipiranga é a maior honraria do Estado de São Paulo concedida a cidadãos que prestaram serviços de excepcional relevância aos paulistas e ao Estado de São Paulo. Foram agraciados com a medalha, em grau Grande Oficial, representantes de cinco empresas patrocinadoras de projetos culturais realizados em 2019, como o do Novo Museu do Ipiranga – iniciativa emblemática para a cultura brasileira, recordista na captação de recursos.
Além dos R$ 1,2 bilhão investidos pelo Governo do Estado em cultura e economia criativa, em 2019 o setor contou com apoio de empresas privadas que investiram, por meio de patrocínios, em iniciativas como a realização e ampliação do Festival de Inverno de Campos do Jordão; o SP Gastronomia, maior programa de estímulo ao setor do Brasil; e a criação do MIS Experience, primeiro espaço imersivo da América Latina.
      Miguel Setas, presidente da EDP Brasil
      Cândido Bracher, presidente do Banco Itaú
      Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco
      Cesar Alarcon, CEO Pirelli Latam
      Benjamin Steinbruch, CEO do Grupo Vicunha
Medalha Tarsila do Amaral
Criada em 2019 pelo Governo do Estado de São Paulo, a Medalha Tarsila do Amaral homenageia e valoriza artistas, personalidades ligadas às artes, promotores e gestores de cultura, grupos artísticos, organizações da área artístico-cultural e iniciativas brasileiras ou estrangeiras com atuação no campo das artes e economia criativa que prestaram serviços relevantes para cultura no Estado de São Paulo. Receberam a honraria:
      MonahDelacy
      Roberto Minczuk
      Danilo Miranda
      Eduardo Saron
      Eduardo Kobra
      Ismael Ivo
      Evelyn Ioschpe (in memorian)
      Juca de Oliveira
      João Carlos Martins
      Morena Leite
      Maria Bonomi
      Paulo Borges
      Zuza Homem de Mello
      Rita Lee
      Fafá de Belém
Medalha Mário de Andrade
Criada em 1977, foi reativada pela atual gestão. A Medalha Mário de Andrade reconhece nomes de nascidos ou residentes do Estado de São Paulo que se destacaram por seus méritos e atuações relevantes no setor das Letras. Receberam o prêmio 15 personalidades que tiveram atuação de destaque nesta área em 2019:
      Almino Affonso
      Anna Maria Martins
      Ignácio de Loyola Brandão
      Ives Gandra Martins
      Joel Pinheiro da Fonseca
      Jorge Caldeira
      Jorge da Cunha Lima
      José Gregori
      José Vicente
      Josélia Aguiar
      Laurentino Gomes
      Marco Antônio Villa
      Maria Cecília ClossScharlach
      Martim Vasques da Cunha de Eça e Almeida
      Noemi Jaffe
Medalha de Mérito Museológico WaldisaRússio Camargo Guarnieri
Honraria concedida a personalidades com notória contribuição para a museologia paulista. Tal premiação vem ao encontro da necessidade de reconhecer publicamente o trabalho de profissionais que atuaram pelo fortalecimento dos museus paulistas, seja por meio da consolidação do Sistema Estadual de Museus de São Paulo, de seu exercício profissional, pela produção acadêmica, pela difusão do conhecimento e das instituições museológicas ou por sua atuação em prol da preservação do patrimônio museológico. Foi contemplado com a medalha:
      Julio Abe
Prêmio São Paulo de Literatura
Uma das mais conceituadas premiações de literatura no País e a maior em valor individual, o Prêmio São Paulo de Literatura tem como objetivo estimular a produção literária de qualidade, valorizar o setor e favorecer a formação de leitores e escritores, reconhecendo grandes nomes e também novos talentos.
Os vencedores de 2019 foram anunciados em novembro e receberam o troféu durante a cerimônia. Ana Paula Maia foi premiada na categoria Melhor Romance de 2018 pela obra “Enterre seus mortos”, e Tiago Ferro foi contemplado como Melhor Romance de Estreia de 2018 por “O pai da menina morta”.
Capital Cultural
Também receberam o troféu os prefeitos de São José dos Campos, Mongaguá, Salto e Ilha Solteira, cidades selecionadas para a Virada SP, que apresentaram projetos que contemplam qualidade, diversidade, inclusão e relevância para a cultura de seus municípios nas chamadas públicas do Programa Juntos pela Cultura e que foram selecionados para receber o investimento do Governo do Estado na realização do evento.
Anunciado em setembro de 2019, o Juntos pela Cultura é o programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado que destina, por meio de chamadas públicas, R$ 12,5 milhões para parcerias com prefeituras em cinco iniciativas culturais, entre elas, a Virada SP.
·         Felicio Ramuth, prefeito de São José dos Campos
·         Geraldo Garcia, prefeito de Salto
·         Márcio Melo Gomes, prefeito de Mongaguá
·         Otávio Augusto Giantomassi, prefeito de Ilha Solteira


@ovadiasaadia